Analistas indicam as 5 criptomoedas mais promissoras para 2023

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O ano de 2022 foi marcado por um cenário de baixa para a indústria de criptomoedas, intensificado por um contexto macro negativo e políticas de aperto monetário que diminuíram o apetite de investidores por ativos de renda variável mais voláteis, como ações e os criptoativos.

Porém para José Artur Ribeiro, CEO da Coinext, este ciclo de baixa pode ser uma grande oportunidade para os investidores comprarem criptoativos aguardando o próximo ciclo de alta do mercado. Diante disso ele indiciou 5 criptomoedas que os investidores podem ficar de olho em 2023 e que tem grande potencial de valorização em uma retomada do mercado.

5 criptomoedas mais promissoras para 2023

Bitcoin (BTC): ao longo de 2022, vimos o interesse no BTC aumentar mesmo com a baixa do mercado, com investidores institucionais aumentando sua participação na cripto, o número de carteiras com saldo diferente de zero em Bitcoin crescendo e a dificuldade de mineração e segurança da rede quebrando novos recordes.

Tudo isso contribui para mostrar a força do Bitcoin como um ativo sólido e promissor. Considerando que em 2023 a política monetária dos países diante da inflação deve continuar pressionando para baixo o preço do BTC, o cenário macro coloca a criptomoeda em um patamar baixo interessante para quem investe em Bitcoin pensando no longo prazo.

Ethereum (ETH): a Ethereum é a rede mais procurada por desenvolvedores de projetos cripto para a construção de novos tokens e aplicativos descentralizados.

Logo, quem conhece o protagonismo do ecossistema da Ethereum para a nova economia digital entende por que pode ser interessante aproveitar a oportunidade de comprar ETH em um patamar bem abaixo do seu topo histórico, que foi cerca de US$4.800, visto a relevância da Ethereum para todo o ecossistema cripto.

A Ethereum passou recentemente por uma atualização importante, a The Merge, que provocou um rally de alta, seguido por uma correção e na sequência pela queda que impactou todo o mercado cripto. E assim como o Bitcoin, o cenário econômico mundial ainda deve continuar afetando o preço da cripto em 2023.

Polygon (MATIC): é um projeto bem capitalizado que conseguiu captar grandes aportes mesmo durante o mercado de baixa em 2022. Assim, a Polygon se destacou como um projeto que conseguiu continuar se desenvolvendo no inverno cripto, lançando novas soluções de tecnologia para segunda camada de Blockchain, além de construir relevância para atrair parceiras com grandes players do mercado, como Disney, Reddit e Meta (Facebook).

Esses foram alguns dos principais fatores que podem ter contribuído para que a MATIC sofresse menos com o ciclo de baixa.

Segundo o próprio Vitalik Buterin, criador da Ethereum, após a atualização The Merge, a próxima fase da rede provavelmente estará focada em escalabilidade. E um dos principais meios de que dispomos atualmente para alcançar mais escalabilidade é através de soluções de segunda camada, como a própria Polygon.

Com isso, em 2023, é possível que ocorra a valorização das criptos de projetos que facilitem o desenvolvimento de aplicações dentro da rede Ethereum, como MATIC.

Chainlink (LINK): Foi lançado recentemente o staking de LINK, como parte do programa Chainlink Economics 2.0, que possui o propósito de dar aos participantes de seu ecossistema maiores garantias de segurança e aumentar as recompensas recebidas pelos nós validadores da rede.

Além disso, a partir do staking, será possível introduzir um sistema de recompensa e punição para os nós que operam na Chainlink, com o objetivo de assegurar que todos eles estarão empenhados em desempenhar o melhor trabalho possível para a integridade da rede.

Esse modelo aumenta a confiabilidade no serviço de oráculos da Chainlink, podendo atrair mais clientes e investidores, alimentando a adoção de serviços descentralizados e o crescimento do ecossistema da Web3 nos próximos meses.

Outro ponto importante é que o staking pode ser um meio de retirar tokens LINK do mercado, diminuindo sua oferta e impactando seu preço positivamente. 

Litecoin (LTC): considerando a expectativa de crescimento antes do halving do Litecoin, previsto para ocorrer em julho de 2023, podemos encontrar um cenário positivo para a moeda nos próximos meses.

Analistas de mercado já apontam que o preço do LTC está passando pela mesma trajetória pré-halving observada antes dos halvings de 2015 e 2019, o que gera a expectativa de novos ralis de preço para a criptomoeda até o final de 2023. Porém, tudo ainda vai depender dos próximos acontecimentos no mercado como um todo e dos novos dados sobre o cenário macroeconômico.

Criptomoedas promissoras

Quem também criou uma lista com as 5 criptomoedas mais promissoras para 2023 foi Rodrigo Batista, CEO da Digitra.com. Segundo ele, além do Bitcoin e Ethereum, criptomoedas que dominam o mercado, vale a pena ficar de olho em outros projetos que se mostram promissores para 2023.

O empresário também acredita no potencial da Polygon (MATIC) e afirma que a rede oferece conexão e escalonagem de projetos em blockchain compatíveis principalmente com a Ethereum, que é hoje a maior rede de atividades da Web 3.

Outra criptomoeda que também está na lista de Batista é a Chainlink (LINK) que segundo ele basicamente é um elo que auxilia no processo de registro de transações e dados de empresas em blockchain. O token próprio da rede é o LINK, usado como pagamento de recompensas para quem participa do funcionamento da rede.

Diferente do CEO da Coinext, o fundador da Digitra.com acredita que outra criptomoeda promissora é a Solana (SOL).

"O vínculo entre Solana e a FTX, bem como com o fundo Alameda Research, fez a cripto SOL desabar após o colapso da exchange. Até então, Solana estava entre as principais criptos do mercado, chamada até de Ethereum Killer, pela sua competitividade em contratos inteligentes. É nesse fundamento que o mercado pode apostar na recuperação do token SOL em 2023", disse.

O ImmutableX (IMX), também integra a lista de Batista. Ele reforça que a ImmutableX tem se movimentado para ampliar ainda mais a oferta de jogos em blockchain. A rede atua como segunda camada do protocolo Ethereum, e procura zerar os custos de transações de NFT e diminuir o gasto energético na operação. O token IMX é usado para fazer staking na rede e pagar por taxas de transação.

Por fim ele afirma o Metaverse Index (MVI), um índice que engloba projetos de entretenimento, esportes, games e negócios nos ambientes virtuais. O token próprio do projeto é o MVI, que oferece uma opção para quem quer se expor a projeto de metaverso no próximo ano.

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Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletem as posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão.

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