Aperto monetário ‘trava’ investimentos em foodtechs e agtechs

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Os investimentos de fundos de venture capital em agtechs e foodtechs recuaram mais de 40% em 2022 na comparação com o ano anterior, em mais um reflexo do forte aperto monetário em curso no mundo, com destaque para as seguidas altas de juros nos Estados Unidos.

No último ano, as empresas desses setores levantaram pouco menos de US$ 30 bilhões, o que representa uma queda de 44% em relação a 2021, segundo levantamento preliminar da PitchBook repassado ao jornal Financial Times.

A queda nos aportes surgiu em um momento em que muitas startups lutam com o aumento dos custos e pouco espaço para novas rodadas de financiamento. Isso forçou algumas empresas a revisarem seus modelos de negócios, enquanto outras companhias, como as listadas Beyond Meat (B2YN34) e Oatly, que adotaram mais austeridade nos gastos.

Algumas empresas agrícolas verticais fecharam suas portas diante do aumento acentuado dos custos de energia, disse a PitchBook.

Com os custos subindo de 15% a 25% por causa da inflação americana, “algumas empresas em estágio inicial terão dificuldades para sobreviver”, disse Mark Lynch, sócio da boutique de finanças corporativas Oghma Partners. Ele espera que em 2023 surjam mais movimentos de consolidação, principalmente nos setores de alimentos e bebidas.

“Muitas empresas podem considerar a venda de si mesmas como uma rota de saída e esperamos ver um aumento nas fusões e aquisições como resultado dessas condições mais desafiadoras”, disse Lynch ao FT.

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Apesar da queda no financiamento deste ano, os investimentos ainda foram 20% maiores do que em 2020, após um 2021 particularmente dinâmico, analistas dizem que o interesse em foodtech e agtech só aumentará no longo prazo diante de uma conscientização dos investidores por pautas ligadas à sustentabilidade.

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