Bolsas sobem após Fed e à espera do BCE; PIB dos EUA, Caged e mais destaques do mercado hoje

10 months ago 69

Os mercados mundiais amanhecem positivos nesta quinta-feira (27), um dia após a decisão do Federal Reserve (Fed) de retomar ciclo de aperto monetário e elevar juros nos EUA em 0,25pp. Na coletiva de imprensa, Jerome Powell, presidente da instituição, disse que os dados vão orientar a reunião, mas que poderá voltar a subir os juros em setembro.

Após o Fed, hoje é a vez do Banco Central Europeu (BCE) decidir os rumos da política monetária no velho continente. Os juros no bloco econômico, atualmente em 3,5%, estão no maior patamar em 22 anos. O consenso Refinitiv prevê mais um ajuste para cima em 25 pontos-base.

A decisão será anunciada às 9h15 (horário de Brasília), seguida de coletiva de imprensa da presidente do BCE, Christine Lagarde, às 9h45.

De volta aos EUA, investidores ainda repercutem o salto de quase 7% das ações da Meta, dona do Facebook, no after hours, após resultados melhores do que o esperado e forte orientação.

No Brasil, investidores digerem os dados de produção e vendas da Petrobras, enquanto aguardam pelos números da mineradora Vale (VALE3), empresa de maior peso da Bolsa brasileira, que vão ser conhecidos nesta quinta-feira, após o fechamento do mercado.

Gol (GOLL4) revela seus números antes da abertura, enquanto Hypera (HYPE3), Intelbras (INTB3) e Multiplan (MULT3) também divulgam seus resultados após o fechamento da Bolsa.

Confira os destaques da sessão:

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA sobem nesta manhã de quinta-feira, com investidores avaliando os rumos da política monetária no país após o Fed elevar os juros para o maior patamar em mais de 22 anos.

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Depois do anúncio, o presidente do BC americano, Jerome Powell, disse que o Fed poderá voltar a subir juros em setembro, a depender de indicadores econômicos.

Novos dados econômicos são esperados para hoje, incluindo pedidos iniciais de auxílio-desemprego, pedidos de bens duráveis ​​em junho, uma leitura preliminar do PIB do segundo trimestre e vendas pendentes de residências.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,14%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,55%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +1,19% 

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em alta, com exceção da Bolsa de Shanghai, na China, depois que o Fed elevou as taxas de juros para seu nível mais alto em mais de 22 anos, deixando a porta aberta para mais aperto.

Na frente de dados locais, os lucros anuais arrecadados pelas empresas industriais da China caíram pelo sexto mês consecutivo. Os lucros industriais da China registraram uma queda de 16,8% no acumulado do ano.

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O Nikkei 225, do Japão, subiu 0,68%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,6%.

Na Coreia do Sul, o Kospi subiu em alta de 0,28%, fechando em 2.603,81.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,73%, a 7.455,9 pontos.

Já na China continental, o Shanghai Composite recuou 0,2%.

  • Shanghai SE (China), -0,20%
  • Nikkei (Japão), +0,68%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +1,41%
  • Kospi (Coreia do Sul), +0,44% 
  • ASX 200 (Austrália), +0,73%

Europa

Os mercados europeus operam com alta generalizada, com investidores digerindo um aumento dos juros nos Estados Unidos e se preparando para a última decisão de juros do Banco Central Europeu.

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Os analistas esperam um aumento da taxa do BCE hoje, com a principal taxa de juros subindo de 3,5% para 3,75%, com o foco novamente nos sinais para a próxima reunião em setembro.

Os países da zona do euro estão em estágios variados na luta para reduzir a inflação, e há sinais de alerta da economia, com a atividade empresarial encolhendo mais do que o esperado em julho.

Temporada de resultados continua com força total na Europa, com resultados da Shell, Renault, Mercedes, entre outras.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,30%
  • DAX (Alemanha), +0,95%
  • CAC 40 (França), +1,53%
  • FTSE MIB (Itália), +1,25% 
  • STOXX 600, +1,05%

Commodities

As cotações do petróleo sobem nesta quinta-feira, com expectativa de aperto na oferta compensando preocupações com aumentos de taxas de juros.

Os preços do minério de ferro na China fecharam com forte baixa, à medida que investidores repercutiram a queda pelo sexto mês consecutivo dos lucros industriais no gigante asiático.

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  • Petróleo WTI, +0,94%, a US$ 79,52 o barril
  • Petróleo Brent, +0,78%, a US$ 83,57 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 1,91%, a 848,50 iuanes, o equivalente a US$ 118,82 

Bitcoin

  • Bitcoin, +0,40% a US$ 29.477,49 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

A agenda de hoje tem como destaque a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês). O consenso Refinitiv prevê mais um ajuste para cima em 25 pontos-base.

A agenda macroeconômica americana traz ainda a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2023, na quinta-feira. O consenso Refinitiv prevê alta de 1,6%

No Brasil, investidores aguardam pela divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referente ao mês de junho. O Itaú calcula que 195 mil empregos formais tenham sido criados em junho.

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Brasil

8h30: BC divulga estatísticas monetárias e de crédito de junho

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9h: Presidente Lula se reúne com ministro da Fazenda, Fernando Haddad

10h: Roberto Campos Neto, presidente BC, tem reunião com Alexey Labetskiy, Embaixador da Rússia no Brasil, Viktor Sheremetker, Representante Comercial da Rússia, e Marconi Costa Melo, Coordenador-Geral de Articulação Institucional do COAF (fechado à imprensa)

10h30: Haddad tem reunião com Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento

11h: Campos Neto tem reunião com Deputado Federal Zé Silva (Solidariedade/MG) e representantes da Sociedade Numismática Brasileira (fechado à imprensa)

10h30: Leilão de títulos do Tesouro Nacional

14h: Caged de junho

EUA

9h30: Pedidos de seguro-desemprego semanal

9h30: PIB do 2º trimestre; consenso Refinitiv prevê alta de 1,8%

9h30: Estoques no atacado

Zona do euro

9h15: BCE divulga decisão de juros

9h45: Christine Lagarde, presidente do BCE, fará coletiva de imprensa

3. Noticiário econômico

Haddad defende enxugamento da reforma tributária

A poucos dias do retorno do recesso informal do Congresso, Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda, afirmou, na última quarta-feira (26), que há espaços para os senadores fazerem ajustes na versão da Proposta de Emenda à Constituição que trata da reforma tributária dos impostos sobre o consumo aprovada pela Câmara dos Deputados (PEC 45/2019).

Em entrevista ao site Metrópoles, o ministro disse que o governo está elaborando um estudo, a pedido do relator da matéria, senador Eduardo Braga (MDB-AM), avaliando os impactos de cada uma das decisões tomadas pelos deputados e que o material poderá ajudar os parlamentares a discutir pontos de enxugamento no texto.

4. Noticiário político

Marcio Pochmann será o novo presidente do IBGE, diz ministro

O economista Marcio Pochmann teve o nome confirmado para presidir o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disse nesta quarta o ministro da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta. Ele substituirá Cimar Azeredo, funcionário de carreira e ex-diretor de Pesquisas do Instituto, que presidia o órgão de forma interina desde 3 de janeiro.

“O Marcio Pochmann vai ser o novo presidente do IBGE e não tem nenhum ruído quanto a isso”, declarou Paulo Pimenta ao deixar o Palácio da Alvorada. O secretário de Comunicação Social reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de uma infiltração no quadril feita nesta quarta.

Figura histórica ligada ao PT, Pochmann presidiu o Instituto Lula e a Fundação Perseu Abramo (fundação do PT voltada a elaboração de estudos, debates e pesquisas). De 2007 a 2012, comandou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR4)

A Petrobras (PETR4) registrou uma produção total, em média de óleo, LGN e gás natural no segundo trimestre de 2023 (2T23) de 2,64 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), uma redução de 0,9% em relação à produção do segundo trimestre do ano passado (2T22) e 1,5% abaixo da produção do 1T23.

Segundo a estatal, o desempenho se deve em função, principalmente, do maior volume de perdas por paradas e manutenções, do declínio natural de campos maduros e de desinvestimentos, efeitos parcialmente compensados pelo ramp-up da P-71, no campo de Itapu, e pelo início de produção dos FPSOs Almirante Barroso, no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos e Anna Nery, no campo de Marlim, além de novos poços de projetos complementares, na Bacia de Campos.

GPA (PCAR3)

O GPA (PCAR3), controlador da bandeira de supermercados Pão de Açúcar, registrou aumento de 146,8% no prejuízo líquido no segundo trimestre de 2023 em relação a igual período do ano passado, subindo de R$ 172 milhões para R$ 425 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado consolidado foi de R$ 257 milhões, alta anual de 7,4%. Já a margem Ebitda ajustada caiu 0,3 p.p. (pontos percentuais), para 5,4%.

Assaí (ASAI3)

O Assaí (ASAI3) registrou queda de 51,1% no lucro líquido no segundo trimestre de 2023 em relação a igual período do ano passado, saindo de R$ 319 milhões para R$ 156 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 1,113 bilhão, alta anual de 13,8%. Isso levou a uma queda da margem Ebitda ajustada de 0,4 p.p. (ponto percentual), para 7%.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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