Crescimento do mercado de DeFi impulsiona criação de novas soluções para o mercado de criptomoedas

10 months ago 49

O crescimento acelerado do mercado de finanças descentralizadas (DeFi) evidencia uma tendência que vem modificando o mundo dos negócios: a digitalização dos pagamentos. Estima-se que a receita deste mercado atinja US$ 16,960.00 milhões em 2023, com um aumento médio anual esperado (CAGR) de 19,60% ao longo dos próximos quatro anos.

A escalada do DeFi tem alavancado a atuação de empresas que operam na Web3, que se beneficiam de transações on-chain, mais rápidas, estáveis e com custos menores. Um exemplo é o pagamento de salários em criptomoedas, com trabalhadores transfronteiriços recebendo seus pagamentos de forma imediata.

Entretanto, o uso de criptomoedas apresenta desafios. Problemas de escalabilidade, incerteza regulatória, riscos de segurança e obstáculos de interoperabilidade no comércio cross-chain estão entre as principais dificuldades enfrentadas por empresas e indivíduos.

Nesse cenário, os desenvolvedores de diferentes protocolos vem trabalhando em ferramentas que posssam ajudar os gstores a gerenciar esta nova 'folha de pagamento' global que também conta com diferentes tipos de ativos como pagamentos, entre eles, diferentes tipos de criptomoedas em diferentes redes, como é o caso do USDT no Ethereum, Optimism, BNBChain, entre outras.

Uma destas soluções é o Transaction Importer da Bulla Network, que atua como um explorador de blocos multi-chain pessoal, recuperando dados de transações e carregando-os nos painéis dos usuários, operando em 14 blockchains diferentes e com qualquer token ERC-20.

"O Transaction Importer torna o uso de criptomoedas mais acessível ao usuário, principalmente para aqueles que estão migrando do mundo das finanças tradicionais (TradFi) para o das finanças descentralizadas (DeFi). Além de facilitar a visualização das transações, a ferramenta também permite que os usuários adicionem etiquetas personalizadas, notas, comentários e anexos para fins fiscais", destacaram os desenvolvedores ao Cointelegraph.

A empresa destacou também que pretende lançar em breve um sistema de crédito com NFT e o recurso FrendLend, buscando oferecer também alternativas de financiamento para os usuários e empresas operando com lógica descentralizada de Web3.

Segundo os desenvolvedores, o crédito NFT permitirá a liquidação de faturas, enquanto o FrendLend proporcionará aos investidores, mutuários e provedores de liquidez o acesso ao empréstimo nas redes pessoais dos usuários.

Rede sociais na Web3

Outro desenvolvimento que vem ganhando força unindo DeFi e Web3 é a criação de redes sociais descentralizadas, conforme aponta um recente relatório da CoinEx. As redes sociais na Web3 são descentralizadas, construídas em blockchains em vez de serem controladas por empresas individuais. Elas visam entregar aos usuários mais controle, privacidade e segurança.

"Para aqueles preocupados com questões como uso indevido de dados, algoritmos tendenciosos e controle de conteúdo nas principais plataformas atuais, a Web3 pode ser o futuro das redes sociais", destacou a empresa.

As principais plataformas centralizadas armazenam grandes quantidades de dados do usuário em servidores centralizados, vulneráveis a hackers e exploração. Mas como as plataformas Web3 utilizam a tecnologia blockchain para evitar alterações não autorizadas, a categoria pode oferecer maior segurança e permanência.

Além disso, segundo o relatório da empresa, a tecnologia blockchain trouxe benefícios transformadores não apenas para plataformas de redes sociais descentralizadas, mas também para inclusão e capacitação financeira. 

"Imagine proprietários de pequenas empresas que desejam promover seus produtos nas mídias sociais. Em uma plataforma descentralizada, eles podem investir diretamente na promoção de seu conteúdo usando os tokens nativos da plataforma, evitando a necessidade de contar com algoritmos de publicidade controlados por entidades centralizadas", destaca.

Assim, segundo a CoinEX, isso permite que eles alcancem seu público-alvo de forma mais eficaz e transparente, promovendo um mercado online mais igualitário. À medida que as redes descentralizadas ganham adoção, as mídias sociais se diversificam para se tornarem mais transparentes, inclusivas e resistentes à censura. 

"Embora a Web3 não seja perfeita – existem limites técnicos, incerteza em relação à moderação e uma curva de aprendizado acentuada, as plataformas descentralizadas estão construindo uma alternativa, com o objetivo de capacitar usuários e comunidades.

Ao dar controle e voz, a Web3 pode transformar a mídia social de uma ameaça em um recurso para relacionamentos, propósito compartilhado e o bem comum com o tempo", finaliza.

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