Economista de Lula sobre o Bitcoin: "Só acredito em moedas estatais"

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Um economista da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou nos últimos anos para as crises do bitcoin, alegando que constantemente o setor vive problemas e que ele só acredita em moedas estatais.

A fala proferida por Guilherme Mello, atual Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, sob o comando de Fernando Haddad, ocorreu em seu próprio Twitter, no ano de 2019.

Na ocasião, ele comentava sobre os problemas vividos pelo Grupo Bitcoin Banco, em Curitiba, uma pirâmide financeira que usou a imagem do bitcoin para atrair investidores.

Sob o comando do 'Rei do Bitcoin', recentemente solto da prisão, o golpe deixou milhares de pessoas no prejuízo.

Economista de Lula disse que apenas moedas estatais são de confiança e crises são comuns no Bitcoin

Para o economista de Haddad, em comentários de 2019, o bitcoin não é uma moeda do futuro, visto que não tem validação social.

Em sua opinião, a moeda digital, por ser privada, sempre contará com o humor dos mercados para seu valor, indicando que apenas as moedas estatais são seguras.

"Para quem ainda acredita que o Bitcoin é a moeda do futuro, fica o alerta: moeda depende de validação social. Qualquer moeda privada estará sempre a mercê dos humores do mercado, sem ter quem a garanta. Nesse sentido, só existe moeda estatal."

Seu comentário acompanhado de uma reportagem sobre os problemas do Bitcoin Banco afirmava que a empresa passava por problemas por culpa da própria volatilidade do bitcoin. Por fim, destacou na ocasião que a crise no mercado é uma ameaça constante.

"Nesse caso, o problema é de liquidez do banco, mas deriva em grande medida a enorme volatilidade 'da' Bitcoin. A crise nesse mercado é uma ameaça constante."

Nesse caso, o problema é de liquidez do banco, mas deriva em grande medida a enorme volatilidade da Bitcoin. A crise nesse mercado é uma ameaça constante.

— Guilherme Mello (@GuilSMello) October 3, 2019

Governo Lula deve rediscutir lei das criptomoedas

Segundo divulgação na última quinta-feira (5), na coluna do Lauro Jardim, no jornal O Globo, o deputado federal que relatou a lei das criptomoedas no Brasil voltou a falar sobre o assunto.

Não reeleito, Expedito Netto (PSD-RO) integrou a transição do governo Lula e participou de alguns debates sobre o assunto. Contudo, Expedito declarou em nota que o assunto não avançou em nenhum dos ministérios.

Assim, mesmo com a lei das criptomoedas aprovada no final de 2022, empresas do mercado aguardam que o setor receba novas medidas. Uma das expectativas de parte do setor é a implementação da segregação patrimonial em corretoras, considerada medida de segurança.

De qualquer forma, não está claro se o Bitcoin conta com apoio do novo governo. Em 2021, por exemplo, o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad criticou a adoção do Bitcoin feita por El Salvador.

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