Fim dos JCP está no radar do governo; notícia impacta Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4) e mais bancos na Bolsa

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Economia

Os juros sobre capital próprio (JCP) podem acabar no ano que vem, de acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Nesta segunda-feira (24), o governo confirmou que estuda acabar com os rendimentos distribuídos aos investidores.

Fim dos JCP está no radar do governo; notícia impacta Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4) e mais bancos na Bolsa Os juros sobre capital próprio (JCP) podem acabar no ano que vem, confirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad nesta segunda-feira (24) - Foto: Flickr/ Ministério da Fazenda/ Diogo Zacarias

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De acordo com Haddad, essa é uma das medidas que estão sendo elaboradas pela Fazenda para elevar a arrecadação, afim de zerar o déficit das contas públicas em 2024, conforme previsto no novo projeto do arcabouço fiscal.

No Palácio do Planalto, em Brasília, Haddad fez seu pronunciamento à imprensa logo após uma reunião com o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.

Desde abril, o ministro Fernando Haddad já havia tangenciado o assunto do fim dos JCP, visto que essa distribuição de lucros aos acionistas não sofre tributações, conforme prevê a legislação brasileira. “Há empresas que não têm mais lucro e, portanto, não pagam imposto de renda. O que elas fizeram? Transformaram o lucro artificialmente em Juro sobre Capital Próprio“, afirmou o ministro em evento em abril.

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Ibovespa reage ao risco de fim dos JCP

O Ibovespa na segunda-feira de tarde reagiu contrário à sua tendência de alta observada na semana anterior, após a confirmação do ministro da Fazenda sobre os planos para os JCP no ano que vem.

Com a medida, a tendência é de que menos recursos sejam destinados aos acionistas e o impacto foi precificado no mercado.

Às 16h39, após o anúncio de Haddad sobre o possível término dos JCP, o Ibovespa subia 0,84%, aos 121.241,11 pontos, após avanço de 1,29%, na máxima aos 121.771,71 pontos. Bradesco (BBDC4) cedia 3,22%, seguida por Banco do Brasil (BBAS3) também a 1,67%, figurando entre as oito maiores perdas. Itaú Unibanco (ITUB4) caía 2,24%, Bradesco (BBDC3) -2,19% e Santander (SANB11) -0,47%. Os ativos ligados ao consumo também marcavam queda, como Ambev (ABEV3) perdia 1,37%, Pão de Açúcar (PCAR3) caía 1,91%, por exemplo. O recuo era equilibrado pelo avanço de ações ligadas a commodities. Vale (VALE3), por exemplo, subia 3,04%.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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