“Fiz o dinheiro de um mês em uma manhã”: as melhores histórias de Marcio Fontes, da Asa Hedge, no mercado

1 year ago 71

Anos atrás, o mercado financeiro era pequeno e parte do script de quem trabalhava nele era mapeá-lo. “Você ganhava dinheiro não somente entendendo a macroeconomia, mas também lendo aquele quadrado”, conta Marcio Fontes, gestor do Asa Hedge.

Com uma longa vivência na área, Fontes lidou com um mercado muito diferente do que conhecemos hoje, o que lhe rendeu ótimas histórias.

No segundo episódio do “Tchado é Tchado”, especial de verão do podcast Stock Pickers, Fontes relembrou algumas delas – como o causo sobre a manhã em que “fez o dinheiro do mês inteiro”.

Em 2001, quando Fontes operava lotes em juros, havia uma forte especulação de que a Argentina iria quebrar. Ele, porém, avaliava que a operação já estava no preço, e começou a negociar no que se costumava chamar de “por fora”. O tal “por fora” eram pequenos pregões que começavam nas corretoras antes da abertura das negociações.

Com a noção de que os contratos estavam no preço, Fontes, ao contrário do resto do mercado, começou a comprá-los e ficou com o maior lote. “Quando as negociações abriram, não podia piorar. Eu já havia anestesiado o mercado com meu lote, era meu lote contra todo mundo”, contou o gestor.

Eis que abriram as negociações – e, como Fontes projetava, o mercado foi melhorando. “Eu via todo mundo que tinha ido na direção contrária à minha saindo, mas não tinha liquidez, porque quem podia dar liquidez para eles era eu”, lembra.

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“Deixei rolar. Lá pelas 11h, eu já tinha feito alguns milhões de dólares. Isso em 2001, era muito dinheiro”, completa.

Sobre o “Tchado é Tchado

O “Tchado é Tchado” é a edição especial de verão do Stock Pickers – aquela boa resenha de boteco que o podcast sempre perseguiu. Ao longo das próximas semanas, serão trazidas figuras do mercado para um papo sem filtros, contando aquilo que não costuma aparecer nas entrevistas convencionais.

No mercado o termo “fechado” tem um forte poder, afinal, uma vez que a operação foi fechada não tem mais volta.

Mas por que “tchado” então? “Imagina no pregão vivo a voz, tinha que ser tudo muito rápido, não dava para falar: fe-cha-do, tinha que ser tchado”, contou João Luiz Braga, CEO e fundador da Encore Asset Manegement, no primeiro episódio do “Tchado é Tchado“.

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