Ibovespa Futuro acompanha exterior e opera com alta após duas fortes quedas, em dia de ata do Fomc

1 year ago 71

Após acumular perdas de 5% nos dois primeiro pregões do ano, o Ibovespa Futuro abriu em alta nesta quarta-feira (4), acompanhando o desempenho positivo do pré-mercado dos Estados Unidos e bolsas da Europa. Os mercados globais aguardam pela ata da última reunião do Fomc, o comitê de política monetária dos EUA, em busca de mais informações acerca do ritmo contracionista do país.

No Brasil, o noticiário político segue adicionando pressão no cenário doméstico – com dúvidas na dinâmica da dívida pública nos próximos anos e temores sobre eventual revogação de leis e reformas – agora com a possibilidade de nova reforma na Previdência. Ontem, em seu discurso de posse, o ministro Carlos Lupi criticou a reforma do último governo, tendo classificado como “antirreforma”.

Já o Estadão informa que, em reunião na manhã de terça, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recebeu dos secretários da Pasta uma avaliação inicial de que seria possível fazer um ajuste fiscal de até R$ 223,08 bilhões em 2023, equivalente a 2,08% do Produto Interno Bruto (PIB). As simulações apresentadas a Haddad, às quais o Broadcast teve acesso, incluem medidas de reversão de desonerações, busca por receitas extraordinárias e uma menor parte em cortes de gastos.

Às 9h17 (horário de Brasília), o  Ibovespa futuro para fevereiro operava em alta de 0,67%, aos 105.700 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros dos EUA operam em alta após um início de ano negativo, com investidores aguardando pela divulgação da ata do Fed, em busca de sinalizações do rumo da política monetária no país.

No último encontro, do último dia 14 de dezembro, o Fed elevou os juros básicos da economia dos EUA em 50 pontos-base, reduzindo o ritmo de aperto monetário.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro avançava 0,25%, S&P Futuro subia 0,34% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,74%.

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Dólar

No câmbio, o dólar comercial operava com baixa de 0,08%, cotado a R$ 5,447 na compra e 5,448 na venda, após subir forte na véspera, diante das incertezas da política fiscal a ser adotada pelo novo governo. Já o dólar futuro para janeiro tinha baixa de 0,45%, a R$ 5,480.

No mercado de juros, os contratos futuros operam sem direção única. O DIF24 (janeiro para 2024) opera em baixa 0,01 pp, a 13,78%; DIF25, +0,02 pp, a 13,32%; DIF26, +0,01 pp, a 13,27%; DIF27, +0,01 pp, a 13,29%; DIF28, -0,01 pp, a 13,26%; e DIF29, -0,04 pp, a 13,24%.

Exterior

Os mercados europeus operam em alta, ampliando os ganhos da véspera, quando foram impulsionados pelos números de inflação da Alemanha abaixo do esperado em dezembro, caindo para 9,6% na comparação ano a ano. A inflação ao consumidor da França fechou dezembro em alta de 5,9%, ante os +6,2% verificados em novembro.

Em mais dados de inflação da região, o índice de preços ao consumidor na Suíça cresceu 2,8% em relação ao ano anterior e caiu 0,2% no mês de dezembro.

Investidores do velho continente também aguardam pela divulgação da ata do Banco Central dos EUA.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam positivos, com exceção do Nikkei, do Japão, com investidores também esperando pela ata da última reunião Federal Reserve dos Estados Unidos.

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A Bolsa japonesa caiu após o índice do gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) da au Jibun Bank Flash Japan Manufacturing recuar ainda mais no mês de dezembro.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, por outro lado, liderou os ganhos na região, subindo 3,08%, onde as ações chinesas de tecnologia, de saúde e imobiliárias saltaram depois que a comissão regulatória da China para bancos e seguros aprovou plano de expansão da Alibaba.

As cotações do minério de ferro recuam novamente na China, em função do aumento de casos de Covid no país.

Os preços do petróleo recuam, ampliando as perdas da sessão anterior, com os investidores se preparando para ata da reunião de política monetária de dezembro do Federal Reserve.

O BC americano elevou as taxas de juros em 50 pontos base (bps) em dezembro, após quatro aumentos consecutivos de 75 bps cada. Se o Fed intensificar seus aumentos de juros, isso pode desacelerar a economia e prejudicar o consumo de combustível.

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