Ibovespa Futuro alterna leves ganhos e perdas, entre elevação do rating do Brasil e espera por Fomc e falas de Haddad

10 months ago 75

Depois do índice à vista fechar no maior patamar desde agosto de 2021 na véspera, o Ibovespa Futuro opera entre leves ganhos e perdas nesta quarta-feira (26). Os investidores estão atentos às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e à temporada de balanços, enquanto a cautela prevalece no exterior antes da decisão de juros do Federal Reserve.

Além disso, a Fitch Ratings elevou o rating soberano do Brasil de BB- para BB, com perspectiva estável.

Conforme a agência de classificação de risco, “a elevação dos ratings do Brasil reflete o desempenho macroeconômico e fiscal acima do esperado em meio a choques sucessivos nos últimos anos, políticas proativas e reformas que apoiaram isso e a expectativa da Fitch de que o novo governo trabalhará para melhorias adicionais”.

Na agenda, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa da abertura de coletiva de imprensa sobre “Novo Ciclo de Cooperação Federativa” às 10h. Mais tarde, às 14h, ele concede entrevista ao vivo para o portal Metrópoles.

A temporada de resultados corporativos seguem no radar dos investidores. O Santander (SANB11) registrou nesta manhã lucro líquido de R$ 2,26 bilhões no segundo trimestre, um pouco abaixo da previsão da Refinitiv de R$ 2,47 bilhões. Também são esperados números do Assaí (ASAI3) e GPA (PCAR3), além do relatório de produção e vendas da Petrobras (PETR4).

Às 9h19 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em agosto operava com leve queda de 0,21%, a 122.610 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros de Nova York operam em baixa, enquanto investidores estão em contagem regressiva para a última decisão de política de taxa de juros do Fed e a subsequente conferência de imprensa com o presidente da instituição, Jerome Powell, agendada para a tarde de quarta-feira.

O mercado está precificando cerca de 98% de chance de o banco central aumentar as taxas de juros, de acordo com a CME FedWatch Tool. Isso marcaria um retorno aos aumentos depois de não aumentar as taxas de juros na reunião de junho.

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Nesta manhã, Dow Jones Futuro caía 0,06%, S&P Futuro recuava 0,09% e Nasdaq Futuro operava com queda de 0,23%.

Dólar

O dólar comercial opera com baixa de 0,35%, cotado a R$ 4,732 na compra e R$ 4,733 na venda, revertendo parte dos ganhos da véspera. Já o dólar futuro para agosto caía 0,21%, equivalente a R$ 4,745.

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No mercado de juros, os contratos futuros operam com forte baixa, com o aumento da apostas de um corte na taxa Selic na próxima reunião do Copom. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com queda de 0,02pp, a 12,62%; DIF25, -0,05 pp, a 10,59%; DIF26, -0,05 pp, a 10,03%; DIF27, -0,05pp, a 10,10%; DIF28, -0,06 pp, a 10,32%; DIF29 -0,06 pp, a 10,47%.

Exterior

As principais bolsas da Europa recuam nesta quarta-feira, em meio a uma série de resultados corporativos e antes da decisão de política monetária do Fed nos EUA.

Na quinta-feira, é a vez do Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês) se reunir para decidir o rumo da política monetária no velho continente. Os juros no bloco econômico, atualmente em 3,5%, estão no maior patamar em 22 anos. O consenso Refinitiv prevê mais um ajuste para cima em 25 pontos-base.

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As ações da britânica Rolls-Royce são destaque da sessão, com alta de 20% depois de aumentar sua previsão de lucro para o ano.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com baixa, com os investidores se preparando para a decisão do Federal Reserve nos EUA. Espera-se que o Fed aprove o que seria o 11º aumento da taxa de juros desde março de 2022.

O Kospi, da Coreia do Sul, liderou as perdas na região e caiu até 1,67%, arrastado pelas ações de tecnologia e serviços ao consumidor.

No Japão, o Nikkei 225 caiu marginalmente, estendendo suas perdas de terça-feira e fechando em 32.668,34 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou do rali de terça-feira e caiu 0,31%.

Enquanto isso, o Shanghai Composite, da China, caiu 0,26%.

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Já o S&P/ASX 200, da Austrália, subiu 0,78%, atingindo seu ponto mais alto desde fevereiro de 2023. A taxa de inflação anual da Austrália cresceu 6% no trimestre de junho, abaixo dos 7% observados no primeiro trimestre, mostraram dados oficiais.

As cotações do petróleo operam com baixa na sessão de hoje, depois que dados da indústria mostraram um aumento nos estoques de petróleo dos EUA, mas as perdas foram limitadas em meio a sinais de oferta global mais apertada e esperanças de estímulo econômico da China.

Os preços do minério de ferro na China fecharam em alta, ainda repercutindo esperanças de estímulos do governo chinês ao setor imobiliário.

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