Ifix desencanta e fecha no azul pela primeira vez em 2023; FII XPPR11 sobe 6%

1 year ago 132

O Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados da Bolsa – fechou a sessão desta quinta-feira (4) com alta de 0,31%, aos 2.855 pontos. Na semana, o indicador acumula queda de 0,39%.

Após fechar 2022 com alta de 2,2%, o Ifix amargava uma sequência de três pregões no campo negativo. O resultado de hoje, portanto, marca a primeira sessão do índice no azul, conforme mostra a tabela abaixo:

DataVariação do Ifix (%)
02/01/2022-0,21
03/01/2022-0,21
04/01/2022-0,29
05/01/20220,31

Fonte: InfoMoney

O FII de escritório XP Properties (XPPR11) liderou a lista das maiores altas do dia, subindo 6,55%. Confira os demais destaques da sessão.

Maiores altas desta quinta-feira (5):

TickerNomeSetorVariação (%)
XPPR11XP PropertiesLajes Corporativas6,55
CARE11Brazilian Graveyard and Death CareCemitérios6,14
RBFF11Rio Bravo IfixFoF4,25
MORE11More Real EstateFoF3,43
XPCI11XP Crédito ImobiliárioTítulos e Val. Mob.3,27

Maiores baixas desta quinta-feira (5):

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TickerNomeSetorVariação (%)
GGRC11GGR Covepi RendaLogística-2,66
OUJP11Ourinvest JPPTítulos e Val. Mob.-2,56
PORD11Polo RecebíveisTítulos e Val. Mob.-1,98
BRCO11Bresco LogísticaLogística-1,95
HGFF11CSHG FoFFoF-1,32

Fonte: B3

RBVA11 finaliza venda de imóvel em SP; CVM valida votação polêmica sobre alienação do portfólio do HGPO11

RBVA11 recebe saldo remanescente de imóvel vendido em Ferraz de Vasconcelos (SP)

O FII Rio Bravo Renda Varejo recebeu, nesta quarta-feira (4), o valor remanescente da venda de agência bancária locada para a Caixa Econômica Federal, em Ferraz de Vasconcelos (SP).

O negócio foi fechado em outubro de 2022 e previa a venda do espaço por R$ 8,6 milhões. Metade do valor foi pago à vista e o saldo remanescente seria dividido em outros três pagamentos. O comprador, porém, acabou quitando as parcelas antecipadamente.

O ganho de capital obtido com a transação será de aproximadamente R$ 3,28 milhões, com valor de venda 66,7% acima do custo de aquisição do imóvel e 105,4% superior ao valor do laudo de avaliação – o que representa o dobro do valor considerado justo pelo espaço.

Com o adiantamento do pagamento, o ganho de capital obtido pelo fundo no primeiro semestre de 2023 é de 1,67 milhão, o equivalente a R$ 0,14 por cota.

Em 2022, o fundo já havia negociado dois outros imóveis alugados para o banco em Minas Gerais. Na oportunidade, os espaços foram vendidos por até 83% do valor justo.

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CVM valida votação polêmica sobre venda de imóveis do HGPO11

Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu parecer positivo para apuração de votos realizada pelo CSHG Prime Offices (HGPO11) durante polêmica assembleia geral extraordinária (AGE) da carteira.

O encontro ocorreu no final de outubro de 2022 e tinha como objetivo discutir a venda do portfólio do fundo, composto pelos edifícios Metropolitan e Platinum, localizados próximos à Avenida Faria Lima, em São Paulo (SP).

De acordo com a ata da reunião, por uma margem apertada, a maioria dos cotistas optou por rejeitar a proposta de R$ 466 milhões pelos imóveis.

No entanto, investidores favoráveis à negociação dos espaços reclamaram que a apuração contabilizou votos enviados depois do prazo definido pela AGE. Sem estes votos, a venda do portfólio do HGPO11 seria aprovada.

Diante da polêmica, a administradora do fundo – a Credit Suisse – prometeu consultar a CVM sobre os questionamentos levantados na AGE.

Em resposta, a SSE (Superintendência de Supervisão de Securitização) da CVM concluiu que os votos recebidos pela administradora até o início da realização da AGE deveriam ser considerados válidos, reforçando o resultado original da assembleia.

“Em outras palavras, a área técnica entendeu que não houve irregularidade no cômputo do quórum da AGE, resultado da metodologia adotada pela administradora, de 32,85% de votos contrários e 32,53% de votos favoráveis à ordem do dia”, detalha o documento.

Mesmo com a decisão favorável, a administradora promete – como parte do aprimoramento contínuo dos procedimentos – que deixará de informar em seus formulários de voto os prazos operacionais relativos ao processo de recebimento de votos.

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Giro Imobiliário: os 5 melhores FIIs para 2023: analistas sugerem apostar em fundo de “papel”, de shopping e de mais 3 setores

Após um 2022 repleto de desafios, o mercado de fundos imobiliários inicia 2023 sem qualquer expectativa de viver um ano novo mais tranquilo. A lista de obstáculos pode até ter diminuído, mas o investidor precisará ficar atento aos fatores que influenciam as operações e cotações dos FIIs. A boa notícia é que, mesmo diante deste cenário, há oportunidades na Bolsa, apontam analistas.

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Nas últimas semanas, o InfoMoney analisou relatórios de casas de análises e corretoras e ouviu especialistas sobre os fundos imobiliários mais promissores para o ano que se inicia.

A lista dos fundos favoritos do mercado para 2023 inclui FIIs dos segmentos de renda urbana, recebíveis, logística, shoppings e híbridos. Há também carteiras com taxa de retorno com dividendos (dividend yield) de até 13% nos últimos 12 meses, como é o caso do CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) – um dos mais citados.

A compilação reúne fundos que encerraram 2022 negociados perto ou abaixo do valor justo, se considerado o P/VPA (preço sobre valor patrimonial) dos FIIs.

Quanto mais próximo de 1 estiver o indicador, mais perto a cota está do valor justo. Acima deste nível, o papel é negociado com ágio e abaixo, com desconto. Neste ponto, o destaque fica para o Bresco Logística (BRCO11), cujo P/VPA está em 0,80 – o que representaria um desconto de 20%. Confira os demais fundos favoritos para 2023 e os respectivos detalhes.

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