LAB avança no debate sobre criptoativos e DeFi

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LAB avança no debate sobre criptoativos e DeFi

DeFi. Foto: Putilich / Getty Images

O Laboratório de Inovação Financeira (LAB), fórum de interação multissetorial voltado à promoção de inovação e finanças sustentáveis no Brasil, está buscando integrar as inovações da criptoeconomia no mercado financeiro e de capitais. 

O LAB é composto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID), pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e pelo Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Ele reúne representantes do governo e da sociedade civil para debater temas selecionados por seus membros. 

Após dois anos de pesquisas, o LAB publicou o relatório Descentralizar para desintermediar: estudo sobre emissão, distribuição e negociação de valores mobiliários digitais no Brasil e um protótipo conceitual sobre emissão tokenizada de valores mobiliários. Agora, o foco do fórum é mergulhar no debate sobre criptoativos e DeFi.

 “A infraestrutura do mercado financeiro e de capitais do futuro passa pela tecnologia blockchain, por isso a iniciativa de Finanças Descentralizadas coordenada pelo Laboratório de Inovações Financeira é tão importante. Lá debatemos e estudamos como esse futuro e o presente se encontram. Como a transparência, portabilidade e funções da tecnologia de fato contribuirão para um mercado mais ágil, acessível, inclusivo e democrático balanceando sempre com a segurança que o mercado precisa”, diz Bernardo Srur, diretor da ABCripto. 

O trabalho é fruto dos esforços do Subgrupo de Inovação e Soluções de Mercado, que pertence ao Grupo de Trabalho Fintech. Ele é desenvolvido simultaneamente por duas frentes: a de Infraestrutura de mercado e a de Identidade Digital. Esta, inspirada na Web 3.0, estuda a aplicação dos mecanismos autossoberanos de identidade digital nas operações do sistema financeiro e mercado de capitais, enquanto aquela estuda as infraestruturas dos mercados financeiros tradicionais diante das novas tecnologias, como criptoativos e DeFi, buscando diagnosticar desafios e sugerir soluções.

Duas outras frentes — Jurídica e de Emissões — devem iniciar seus trabalhos em breve, lidando respectivamente com questões jurídicas e de sociedades tokenizadas.

“Esperamos que a inovação aumente a eficácia e concorrência positiva no setor ao expandir a gama de produtos e serviços devido a recursos tecnológicos mais avançados e especializados, a entrada de novos players e o estímulo das instituições tradicionais para melhorar seus processos operacionais, considerando-se uma abordagem consciente aos potenciais riscos e a pegada de carbono de criptoativos”, afirma Christine Majowski, diretora do projeto FiBraS (Finanças Brasileiras Sustentáveis) da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, realizado pela GIZ Brasil.

A Brasil Bitcoin se manifestou sobre o evento:

“Iniciativas como a do Laboratório de Inovação Financeira são extremamente importantes para o desenvolvimento e amadurecimento do mercado, visto que os estudos de soluções DeFi ainda são bem iniciais no Brasil e possuem grande potencial para alavancar soluções para o mercado financeiro.”

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