PF prende suspeito de atacar governo e exigir criptomoedas

9 months ago 48

A Operação Coringa, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (27), mirou um grupo que cobrava criptomoedas pela venda de dados obtidos em ataques contra o Governo do Brasil.

Como o hacker investigado assumiu diversas identidades em seus crimes, as autoridades apontam que ele tinha um comportamento similar ao do Coringa, vilão dos filmes da franquia do Batman, personagem da DC Comics.

A operação contou com apoio do Ministério Público Federal (MPF), que também investigava os crimes contra sites do governo.

Hacker que atacou sites do Governo do Brasil vendia acessos por criptomoedas na deep web

De acordo com a PF, a operação conjunta com o MPF visou apurar os crimes de um hacker que estaria atacando sites do Governo do Brasil e dos Estados Unidos.

Na última quinta, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços na cidade de São Paulo (SP), no rol da Operação Coringa.

Em nota, a polícia federal declarou que “a operação visa apurar a conduta de um hacker que invadiu sites do Governo Federal e de instituições privadas, como bancos e empresas de telefonia, tanto no Brasil quanto no exterior“.

Para conseguir os acessos, ele utilizava programas maliciosos, que facilitava sua incursão aos ambientes privados. Além disso, o suspeito anunciava e vendia em fóruns da Dark Web os dados roubados, que conforme a legislação brasileira, é um crime.

Assim, os pagamentos ocorriam apenas por meio de criptomoedas e com a intermediação de um garantidor.

Governo dos Estados Unidos colaborou com as investigações

A operação teve colaboração internacional com os Estados Unidos, em razão do investigado ter também invadido sistemas do governo e de empresas americanas. Não está claro se o suspeito também praticava crimes com ransomwares, mas os EUA estão atentos aos hackers que praticam tais fraudes em todo o mundo.

O investigado será indiciado no crime de invasão de dispositivo informático e no de receptação. Além disso, o criminoso continua a ser investigado pela possível prática dos crimes de organização criminosa, declarou a PF.

A nova operação mostra que as autoridades brasileiras estão, em conjunto com as norte-americanas, atentas a investigações de fraudes cibernéticas, principalmente aquelas que envolvem as criptomoedas.

Em 2022, por exemplo, com ajuda dos EUA, o Brasil prendeu o Sheik dos bitcoins, dono do Grupo InterAG, que praticou crimes de pirâmides nos dois países. Além disso, autoridades norte-americanas capacitam os brasileiros em temas de bitcoin e criptomoedas nos últimos anos.

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