Presidente do BC sonda economista do Santander (SANB11) para diretoria da instituição, diz jornal

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Presidente do BC sonda economista do Santander (SANB11) para diretoria da instituição, diz jornalPresidente do BC sonda economista do Santander (SANB11) para diretoria da instituição, diz jornal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, sondou o economista do Santander (SANB11), Sandro Mazerino Sobral, para ser, a partir de fevereiro, o novo diretor de política monetária da instituição. As informações são do jornal Valor Investe, por meio de fontes com conhecimento do assunto.

O jornal informa que a sondagem do presidente do BC ainda não se trata de um convite formal. Isso porque a indicação depende de um consenso com o atual governo — que realizaria a indicação formalmente para a aprovação do Senado.

Atualmente, o cargo de diretor de política monetária do BC é ocupado por Bruno Serra Fernandes. No entanto, seu mandato acaba em 28 fevereiro. Caso seja preciso, Serra poderá permanecer por mais alguns dias, até que seja nomeado o novo substituto.

Segundo o Valor, Sobral não foi a primeira opção do presidente do BC, que chegou a sondar outros nomes do mercado financeiro. Apesar disso, Campos Neto recebeu respostas negativas.

Resistências para ocupar o cargo de diretoria do BC

O jornal cita que, em parte, as recusas são devido a resistências de integrar, no período de quatro anos, a diretoria colegiada do Banco Central em um governo petista.

Campos Neto ficará à frente da autoridade monetária por mais dois anos. Ele declarou que não deseja ser reconduzido ao cargo. Desse modo, o futuro diretor de política monetária do BC conviveria, ao menos, dois anos com algum presidente indicado por Lula.

O Valor revela que ainda existem resistências em aceitar o convite em meio à dúvida sobre a política fiscal. Na compreensão de alguns nomes sondados, ela poderá dificultar o trabalho da autoridade monetária de controlar a inflação nos próximos anos.

O salário do cargo no BC, de R$ 12 mil, também é um impasse. O valor é considerado baixo para os padrões da Faria Lima, e que também exige da pessoa um “pé de meia” para manter o padrão de vida na capital do Brasil. 

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