Radar: dividendos milionários da Taesa (TAEE11), ações da Gafisa (GFSA3) disparam 47% e Tim (TIMS3) brilha em relatório do Credit Suisse

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Negócios
 dividendos milionários da Taesa (TAEE11), ações da Gafisa (GFSA3) disparam 47% e Tim (TIMS3) brilha em relatório do Credit SuisseTaesa. Foto: Luís Semensato/Taesa/Divulgação

conselho de administração da Taesa (TAEE11) aprovou o pagamento de dividendos intercalares no valor total de R$ 460 milhões, conforme anunciado pela companhia nesta quinta-feira (5). Por ação, os dividendos correspondem a R$ 0,44.

Com pagamento previsto para 23 de janeiro de 2023, apenas os investidores com papéis da Taesa no dia 10 deste mês poderão receber os dividendos. A partir do dia 11 de janeiro, as ações serão negociadas sem direito aos dividendos.

Segundo documento arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os proventos da Taesa fazem parte dos dividendos obrigatórios do exercício de 2022 da TAEE11.

Dividendos da Taesa (TAEE11)

  • Valor total: R$ 460.000.000,06
  • Valor por ação: R$ 0,4450909139
  • Data de corte: 10 de janeiro
  • Data do pagamento: 23 de janeiro
  • Rendimento (dividend yield) do pagamento: 14,26%

No pregão de hoje os ativos da Taesa subiram 0,03%, negociados a R$ 34,04. Nos últimos 12 meses, o papel da TAEE11 acumula uma valorização de 5,19%.

Além do Taesa, confira outros destaques desta quinta-feira:

Ações da Gafisa (GFSA3) disparam 47% em meio à suspensão de aumento de capital

Foi suspensa nesta quinta-feira (5), pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o aumento de capital em R$ 78 milhões da Gafisa (GFSA3). Com a notícia, os papéis da construtora e incorporadora dispararam 47%, cotados a R$ 30,70.

Na última terça-feira, foi oficializado o aumento de capital da Gafisa em R$ 78,1 milhões. O valor representa pouco mais da metade do que foi indicado ao mercado no fim de novembro, quando o montante anunciado era de R$ 150 milhões.

No entanto, a Esh Capital – acionista minoritária da Gafisa – alegou agravo de instrumento [recurso usado para rever decisões que não levam à resolução do mérito] acerca do aumento de capital. A gestora – que continua em briga judicial com o empresário Nelson Tanure, controlador da Gafisa – alega que as medidas tomadas visam benefício próprio e que, por isso, vão contra o interesse dos demais acionistas.

O desembargador Azuma Nishi acolheu o pedido e segundo o despacho feito hoje por ele, a emissão de novas ações da Gafisa, que estavam previstas para amanhã (6), teria “evidente risco de danos irreparáveis ou de difícil reparação” à Esh Capital.

“Existem diversos processos judiciais apontando a ilegalidade do aumento de capital aprovado pelo conselho de administração, bem como assembleia de acionistas designada para 09/01/2023 para deliberar sobre este aumento de capital, revela-se prudente a imediata suspensão de emissão das ações previstas para amanhã”, escreveu o magistrado.

Entenda o caso

Com o anúncio de aumento de capital de R$ 78,1 milhões, a Gafisa revelou que a operação teria custo de R$ 5,89 por ação aos subscritores. Desta forma, ocorreria uma diluição dos acionistas que não acompanharam o aumento de capital.

A emissão dos novos papéis teria início amanhã (6), passando de 37,8 milhões para 51,1 milhões de ações em circulação. Contudo, a Esh afirmou que não havia participado da subscrição.

Com isso, a participação da Esh na Gafisa de 15,1% seria diluída — cujo novo tamanho não foi revelado — e teria alegado que a operação foi “ilegal”.

Ações da Gafisa entraram em leilão e seguiram em alta

Nesta quinta-feira, as ações da Gafisa entraram em leilão às 16h39. Com alta de 36,30%, os papéis foram cotados a R$ 28,46. Mesmo assim, as altas persistiram, com avanço de 47%, tendo as ações cotadas a R$ 30,70.

Vivo (VIVT3) ganha pontos, mas TIM (TIMS3) é quem brilha os olhos do Credit Suisse; entenda

As ações da Vivo (VIVT3) ganharam pontos com os analistas do Credit Suisse, que elevou a avaliação da companhia telefônica de neutro para outperform (equivalente à compra). Contudo, quem brilha os olhos do banco suíço no setor de telefonia é a TIM (TIMS3).

Em relatório, o Credit Suisse mudou a recomendação e cortou o preço-alvo das ações da Vivo: antes era R$ 52, agora está R$ 46 — potencial de valorização de 24% em comparação com o fechamento da última quarta (4), que foi de R$ 36,44.

No caso da TIM, a classificação foi mantida em outperform, com redução do preço-alvo de R$ 16,50 para R$ 15,50 — potencial de valorização de 30%, o que mostra uma leve preferência do Credit por esse negócio.

“Em termos práticos, assumimos em nosso caso base um cenário de aumentos tímidos de preços, inflação de custos mais elevada e despesas financeiras elevadas ao longo de todo o ano [taxa Selic estável e inflação de 6% em 2023]”, explicaram os analistas do Credit Suisse, que detalharam:

Qualquer iniciativa de precificação potencialmente agressiva seria prejudicial às receitas em um cenário tão difícil e implicaria risco de queda em nossas estimativas.

Os especialistas do banco suíço acreditam que as ações da Vivo e da TIM estão sendo negociadas a um múltiplo de EV (valor de mercado)/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 4 vezes em 2023, e 3,5 vezes em 2024.

As previsões do research suíço também contemplam um dividend yield de aproximadamente 7% e que os múltiplos dos negócios em 2024 irão convergir para cerca de quatro vezes ao longo desse período.

O Credit Suisse também enxerga uma expansão robusta do fluxo de caixa de 30% para 2023, em comparação com 2022, e um crescimento moderado nas receitas.

Diante de uma perspectiva macro desfavorável e baixas expectativas para ações, acreditamos que as ações de telecomunicações são investimentos atraentes em 2023.

Vivo e TIM na bolsa

Após a divulgação do relatório, as ações da Vivo eram negociadas em alta de 1,98% por volta das 14h50, ao preço de R$ 37,16. Neste mês, segundo o Status Invest, as ações da Vivo acumulam alta de 2,12%. Os papéis da TIM encontravam-se em queda de 1,18%, ao preço de R$ 11,76. No mês, esses papéis registram uma queda de 1,84%.

Rede D’Or (RDOR3): SulAmérica tem novos CEOs após fusão

Na quarta-feira (4), a SulAmérica, cuja fusão com a Rede D’Or (RDOR3) foi recentemente aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), anunciou que terá dois novos presidentes. As informações são do site Pipeline, do Valor Econômico.

Os novos CEOs da Sulamérica serão Raquel Giglio, no segmento de seguros e odontologia, e Marcelo Mello, em área de vida, previdência e investimentos. O antigo CEO, Ricardo Bottas, continuará com membro de um conselho consultivo formado pela SulAmérica.

Giglio ocupava o cargo de vice-presidente na Rede D’Or e trabalhou no mesmo cargo na SulAmérica entre 2011 e 2022, com vasta experiência no setor. Mello é funcionário da SulAmérica desde 1997, em 2005 assumiu a presidência da SulAmérica Investimentos e as operações de vida e previdênca em 2015.

Ambos os CEOs terão de responder diretamente à Rede D’Or, cujo presidente dconselho de administração é Jorge Moll Filho, e o presidente, Paulo Moll.

O executivo Heráclito Brito, que chegou a comandar a Rede D’Or e a Qualicorp (QUAL3), também integrará o board na controladora da SulAmérica.

Visão do BTG

O BTG Pactual saudou a decisão da Rede D’Or na escolha da administração da SulAmérica, e previu que será bem recebida pelos investidores.

“Ambos os nomes [Giglio e Mello] já são bastante conhecidos pelo mercado, possuindo larga experiência em seguros de saúde”, diz o BTG.

O banco de investimentos alerta que aspectos do acordo da fusão entre a Rede D’Or e a SulAmérica ainda precisam ser resolvidos, mencionando iniciativas de governança corporativa, sinergias esperadas e a extensão de possíveis ajustes na rede de provedores da SulAmérica.

Mas, considerando o histórico de “melhor categoria de alocação de capital da Rede D’Or”, os analistas entendem que a situação será “diferente desta vez”.

Ainda assim, o BTG Pactual reiterou a sua recomendação de “compra”, para as ações da Rede D’Or, com o preço-alvo de R$ 43.

Copasa (CSMG3) comunica renúncia de presidente do conselho

Copasa (CSMG3) comunicou ao mercado, nesta quinta-feira (5), que André Macêdo Facó renunciou aos cargos de membro e Presidente do Conselho de Administração e membro do Comitê de Auditoria Estatutário da Companhia de Saneamento de Minas Gerais.

A partir desta data (5), o conselheiro da Copasa, Hamilton Amadeo, sucederá Facó como presidente do conselho de administração.

As ações da Copasa fecharam esta quinta-feira em alta de 2,01%, cotadas a R$ 15,22. Nos últimos trinta dias, os papéis caem 3,55% e, desde o início de 2023, recuam 0,46%. Nos últimos 12 meses, desde 5 de janeiro de 2022, as ações sobem 31,43%.

Multiplan (MULT3) assinou promessa de compra e venda referente à aquisição de 24,95% do capital social do shopping Diamond Mall. O acordo foi feito com o Clube Atlético Mineiro, com valor de negócio em R$ 170 milhões.

Hoje, a Multiplan dispõe de mais de 50% do capital do shopping Diamond Mall, empreendimento de alto padrão localizado em Belo Horizonte. Com o fim das negociações, a empresa de investimentos imobiliários passará a ter uma participação de 75,05%.

Em nota divulgada ao mercado, a empresa destaca que a conclusão da aquisição está sujeita ao cumprimento de condições precedentes — incluindo, entre elas, a aprovação pelo Cade.

Em 2 de janeiro, a empresa tinha informado a desistência da compra de 49,9% do empreendimento, anunciada em agosto, por R$ 340 milhões, mas voltou atrás.

Além disso, o pagamento dos 170 milhões na negociação da Multiplan com o Atlético Mineiro será feito quando houver a assinatura da escritura definitiva. Sob a seguinte forma:

  • R$ 68 milhões à vista;
  • R$ 102 milhões a serem pagos em 12 parcelas mensais, iguais e sucessivas, indexadas ao IPCA.

Cedae pode fazer IPO valendo R$ 12 bilhões em 2024

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o atual presidente da Cedae – companhia de saneamento estatal do Rio de Janeiro – destacou que, em uma eventual abertura de capital, planejado para 2024, a empresa teria seu valor de mercado avaliado em uma faixa de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões.

valuation da Cedae foi feito com base no comparativo com outras companhias do setor e nos indicadores financeiros como o Ebitda.

Leonardo Soares, que é presidente da Cedae, afirmou que a companhia tem pavimentado a estrada para uma eventual oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês).

“Ao longo deste ano, nossa ideia é fazermos os ajustes necessários, uma remodelagem, para que o governador, se assim o desejar, possa lançar ações na bolsa, a preço maiores do que seriam se isso acontecesse hoje. Quanto mais valorizada a empresa, mais ela vai lucrar, mais ela vai ter possibilidade de investir, de reverter isso em benefício da população, no caso de o estado ser o sócio majoritário. Acredito que no fim de 2024, a Cedae já esteja valendo entre R$ 16 bilhões e R$ 20 bilhões”, disse à publicação.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que a Cedae ‘que ficou’ após os leilões já vale o mesmo que a Cedae antes das vendas.

Isso porque ocorreram quatro leilões para concessões de serviços, reduzindo a atuação da Cedae para 64 cidades, sendo que em 16 ela atua no saneamento completo e em 48 ela atua somente na produção e tratamento de água.

Fundo imobiliário da Cedae

Sobre a destinação dos imóveis para fundos imobiliários, a Cedae fez um inventário de 1,6 mil imóveis para selecionar 52 que irão para o fundo gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que devem gerar receita em breve.

“Inventariamos todos os nossos imóveis (exceto os cedidos pelo estado para concessionárias, para que operem os serviços de saneamento), um levantamento que levou um ano”, disse o Soares ao Valor.

“Estamos trabalhando agora na formalização de 100% deles. Estimo ter cerca de 500 aportados no fundo. É o BNDES, como administrador imobiliário, que vai avaliar corretamente, sob o ponto de vista econômico-financeiro, o que é melhor fazer com cada um deles: se alugar, arrendar, vender ou dar como garantia”, acrescenta o presidente da Cedae.

Oi (OIBR3): Cade aprova venda bilionária de ativos de infraestrutura para a NK 108

A venda de ativos de infraestrutura da Oi (OIBR3) para a NK 108 foi aprovada pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O negócio foi concluído em dezembro de 2022 e fechado por R$ 1,7 bilhão.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Segundo o anúncio realizado pela Oi no mês passado, a operação engloba oito mil sites de infraestrutura de telecomunicações.

O contrato foi celebrado entre Oi e a NK 108 Empreendimentos e Participações, afiliada da Highline do Brasil II Infraestrutura de Telecomunicações, com interveniência da Lemvig RJ Infraestrutura e Redes de Telecomunicações.

contrato da Oi está sujeito a eventuais ajustes no preço e retenções, dos quais até R$ 1,088 bilhão serão pagos na data de fechamento da operação e até R$ 609 milhões serão pagos até 2026, dependendo da quantidade futura de itens de infraestrutura a serem utilizados após 2025, assim como de outras condições contratuais.

proposta da NK 108 foi vencedora do procedimento competitivo realizado em 22 de agosto de 2022.

“A companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre o desenvolvimento dos assuntos objeto deste comunicado”, destacou a Oi no comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na época.

Além do Cade, o negócio precisa ser aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Da Taesa à Oi, essas foram as empresas que se destacaram hoje. Para ler todas as matérias clique aqui.

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