Radar: Vale (VALE3) vende parte de unidade de metais básicos, lucro de Multiplan (MULT3) avança no 2T23 e Banco do Brasil (BBAS3) puxa queda no setor na Bolsa

9 months ago 103
Negócios

A Vale (VALE3) anunciou, nesta quinta-feira (27), que concluiu um acordo para venda de participação em sua unidade de metais básicos (VBM), avaliada em US$ 26 bilhões. Com isso, a saudita Manara Minerals e a americana Engine No. 1 vão pagar US$ 3,4 bilhões e passarão a deter 13% da VBM.

 Vale (VALE3) vende parte de unidade de metais básicos, lucro de Multiplan (MULT3) avança no 2T23 e Banco do Brasil (BBAS3) puxa queda no setor na Bolsa Vale (VALE3). Foto: Divulgação.

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Manara, joint venture saudita entre o fundo soberano PIF e a mineradora Ma’aden, fará o maior aporte, cerca de US$ 2,6 bilhões e, consequentemente, pegará a principal fatia (10%) do negócio. Já a Engine No. 1 deterá uma participação de 3%.

Segundo a Vale, a parceria estratégica na unidade de metais básicos irá acelerar o crescimento da VBM, apoiando a transição energética global. “Com nosso portfólio de alta qualidade, estamos posicionados de maneira única para atender à crescente demanda por metais verdes essenciais à transição energética global, ao passo que continuamos comprometidos com práticas socioambientais robustas e com a mineração sustentável”, afirma e Eduardo Bartolomeo, CEO da Vale.

A mineradora projeta que, ao longo da próxima década, a VBM invista cerca de US$ 25 a 30 bilhões em projetos minerais estratégicos, possibilitando um potencial aumento de produção significativo em cobre de cerca de 350 kt/ano para 900 kt/ano e em níquel de cerca de 175 kt/ano para mais de 300 kt/ano.

Robert Wilt, diretor executivo da Manara Minerals, afirma que a parceria visa o longo prazo. A Manara Minerals traz investimento de longo prazo, experiência em mineração e conhecimento profundo do setor, e atuará como parceiro estratégico chave na resiliência da cadeia global de suprimentos e nos esforços de transição energética”, diz o executivo.

Além de Vale, confira outros destaques desta quinta-feira:

Multiplan (MULT3): lucro avança 43% no 2T23, para R$ 247 milhões

  • Multiplan (MULT3), uma das maiores administradoras de shopping centers do Brasil, apresentou um lucro líquido de R$ 247,1 milhões no segundo trimestre de 2023 (2T23), alta de 43,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, mostrando forte recuperação nas vendas somada à maior eficiência administrativa.
  • Há um ano, as vendas dos lojistas da Multiplan superavam o nível de 2019 (pré-pandemia) em 28,9%. Agora, a companhia anunciou que as vendas dos lojistas atingiram R$ 5,2 bilhões, um crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e 36,3% acima do 2º trimestre de 2019.
  • O indicador “aluguel mesmas lojas” indicado pela sigla (SSR) avançou 9,4% no 2T23, beneficiado por um crescimento real do SSR de 3,6%, além de um efeito do reajuste do IGP-DI de 5,6%. Explicando: as lojas que já existiam um ano atrás estão pagando, em média, um aluguel 9,4% mais alto agora.
  • Este crescimento real está acima da média dos últimos dez anos, de 3,5%. Este crescimento do SSR contribuiu para a alta de dois dígitos da receita líquida, de 15,1%, totalizando R$ 502 milhões no trimestre.
  • Ebitda da Multiplan (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) – medida de resultado operacional – avançou 28,4% no período de um ano, totalizando R$ 369,35 milhões no 2º tri de 2023.
  • Ao final do segundo trimestre de 2023, a Multiplan possuía e administrava 20 shopping centers, somando uma Área Bruta Locável (ABL) total de 880.907 m². O total da Área Bruta Locável do portfólio da Multiplan chegou a impressionantes 931.489 m² após considerar tanto os shopping centers quanto os complexos corporativos.

Banco do Brasil (BBAS3) puxa queda no setor com influência externa; entenda

  • As ações do Banco do Brasil (BBAS3), assim como a dos demais bancos, fecharam em queda no pregão desta quinta-feira (27), com desvalorizações acima de 2%.
  • Nos últimos dias, o setor tem sido afetado por falas do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem sinalizado com o fim dos Juros Sob Capital Próprio (JCP).
  • Isso tem afetado o setor, dado que põe a dinâmica financeira dos bancos em xeque. Além disso, ventos de Nova York afetam o segmento.
  • O impacto externo vem em meio à defesa da criação de regras mais duras para bancos com ativos entre US$ 100 bilhões e US$ 250 bilhões pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.
  • “O sistema bancário dos EUA está robusto e resiliente. Devemos preservar e construir a partir desta força e diversidade”, afirmou.
  • Os comentários fazem parte de um discurso preparado para reunião destinada a discutir novas propostas levando em consideração o Ato Dodd-Frank e o sistema internacional Basileia III. Após o encontro, o BC americano deve divulgar as propostas publicamente para um período de consultas de 120 dias.
  • Segundo ele, níveis elevados de capital aumentam a resiliência de bancos em tempos de estresse e, apesar de já possuírem “níveis fortes de capital e liquidez”, as instituições americanas poderiam se beneficiar das novas regras. Powell detalha que o objetivo das mudanças propostas é atingir metas sensíveis, abordando riscos similares entre os bancos, o que pode exigir a eliminação do uso de modelos internos de riscos de crédito e operacionais. “São propostas que excedem as exigências da Basileia III”, revela o dirigente.
  • Contudo, Powell alerta que existiriam riscos para esta estratégica, como o declínio rápido da liquidez e do acesso ao crédito em mercados críticos, devido ao aumento nos custos operacionais dos bancos. Isto poderia provocar a transferência de algumas atividades para o shadow banking, alerta o presidente. “Devemos garantir que benefícios anti-arbitrários superem custos de tratar os riscos bancários, ao desencorajar operações arriscadas”, pontuou.
  • Powell reforçou que, para calibrar as vantagens e os prejuízos de regras mais rígidas, o BC americano estará atento ao feedback do público, em especial sobre como as propostas poderiam impactar a atividade nos mercados de capital e os riscos operacionais.

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Assaí (ASAI3): banco recomenda compra, após destacar um ponto positivo no balanço do 2T23; ações lideram altas no Ibovespa

  • O Santander avaliou como positivo o resultado operacional do Assaí (ASAI3) no segundo trimestre de 2023 (2T23), com destaque para o capital de giro da empresa. Por esse motivo, o banco manteve sua recomendação outperform, equivalente a compra, com preço-alvo de R$ 19. Hoje, as ações do Assaí tiveram leve alta. 
  • As ações do Assaí lideraram as altas no Ibovespa, ao subir quase 5%, com a repercussão do resultado da varejista no 2T23.
  • “A empresa nos surpreendeu positivamente com uma melhora sequencial no consumo de caixa, principalmente devido a uma melhor dinâmica do capital de giro. Embora este não tenha sido um trimestre impressionante, acreditamos que possa servir para aliviar algumas das preocupações do mercado”, afirma o Santander em relatório. 
  • Outros pontos de destaque no 2T23 do Assaí, segundo analistas, foram as melhorias no ramp-up de vendas de lojas convertidas. O aumento de vendas nas lojas convertidas cresceu para uma média de 2,5x no 2T23 contra 2,2x no 1T23. A receita líquida teve uma alta anual de 20%.
  • De acordo com a equipe do Santander, o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) do Assaí ficou amplamente em linha com o consenso, com melhorias trimestrais na alavancagem operacional.  “A margem bruta ficou amplamente em linha com nossas estimativas, contrariando os temores de alguns compradores de uma pressão na margem bruta após os esforços em aumentar as vendas e reduzir os níveis de estoque.”
  • Com isso, a margem Ebitda do Assaí foi pressionada em 40 pontos-base (bps) em relação ao ano anterior, devido ao ramp-up das lojas convertidas.

Vale (VALE3) anuncia novo pagamento de JCP bilionário; Confira o valor por ação

  • Os novos juros sobre capital próprio da Vale foram apurados conforme o balanço de 30 de junho de 2023.
  • Os JCP serão distribuídos aos investidores que possuírem ações da Vale até o final do pregão do dia 11 de agosto de 2023.
  • Para os detentores de American Depositary Receipts (ADRs) da Vale, negociados na Bolsa de Nova York, a data de corte para os proventos será o dia 15 de agosto de 2023.
  • As ações da mineradora serão negociadas sem direito aos JCP na B3 a partir de 14 de agosto de 2023. O pagamento dos juros sobre o capital próprio da Vale vai acontecer no dia 1º de setembro.
  • Os titulares de ADRs receberão o valor por meio do Citibank, que é o agente depositário dos ADRs, com pagamento realizado no dia 9 de setembro deste ano.
  • Por fim, o valor por ação dos JCP da Vale pode sofrer alguma variação até a data de corte, em razão do programa de recompra de ações, que acaba impactando o número de ações em tesouraria. Caso isso ocorra, a empresa vai trazer um aviso aos acionistas informando qual seria o valor final.

JCP da Vale

  • Valor total: R$ 8.276.500.800,00
  • Valor por ação: R$ 1,917008992
  • Data de corte: 11 de agosto de 2023
  • Data do pagamento: 1º de setembro de 2023
  • Neste ano de 2023, a Vale já realizou um pagamento de dividendos e outro de juros sobre capital próprio, ambos distribuídos no dia 22 de março.
  • No caso dos dividendos da Vale, o valor pago por ação foi de R$ 1,8276, enquanto os JCP foram de R$ 0,292 por ação.
  • Nos últimos 12 meses, os proventos da Vale somam R$ 5,6917 por ação, entre dividendos e JCP, perfazendo um dividend yield de 8,12% sobre a cotação atual da mineradora na Bolsa, que é de R$ 70,10, segundo dados do portal Status Invest.

Vale (VALE3): lucro recua 78% no 2T23, para US$ 892 milhões, com queda do minério de ferro

  • Vale (VALE3) reportou lucro líquido de US$ 892 milhões no segundo trimestre, valor que representa uma queda de 78% em um ano, se comparado aos US$ 4,093 bilhões registrados no mesmo período de 2022. O resultado reflete os preços menores do minério de ferro no mercado internacional.
  • Em seu documento de demonstrações financeiras, a Vale também culpou a maior apreciação do real diante do dólar no período, somado aos preços menores do minério de ferro e do níquel e algumas provisões tributárias.
  • A queda de patamar dos preços provocou baixa de US$ 1,34 bilhão somente no lucro da Vale no 2T23.
  • O impacto da combinação preço e câmbio também foi sentido nos outros indicadores financeiros. A receita líquida da Vale somou US$ 9,6 bilhões, um recuo de 13% na comparação com o 2º trimestre de 2022.
  • Ebitda da Vale (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, utilizado para medir a lucratividade operacional de uma empresa) ajustado das operações continuadas no período foi de US$ 3,8 bilhões, queda de 26%.
  • A dívida líquida cresceu 66% em 12 meses, dos US$ 5,375 bilhões ao fim de junho do ano passado para US$ 8,908 em 30 de junho deste ano.

Gol (GOLL4): ações despencam e lideram quedas no Ibovespa, mesmo após reverter prejuízo no 2T23; veja motivos

  • As ações preferenciais de Gol (GOLL4) despencaram no Ibovespa na tarde desta quinta-feira (27), liderando as quedas do índice e refletindo a sensação do mercado com o balanço do segundo trimestre, divulgado na manhã de hoje. A aérea reverteu prejuízo em lucro — mas analistas viram pontos preocupantes no balanço do 2T23.
  • Em relatório, analistas do BTG Pactual avaliaram que os resultados trimestrais da Gol foram mais fracos devido à tendência de demanda menor no período.
  • Apesar do cenário ainda turbulento para o setor de aviação, o banco espera um segundo semestre melhor devido às menores pressões de custo de combustível e alavancagem, conforme refletido em seu guidance. Além disso, o recente programa de gerenciamento de responsabilidades da empresa diminuiu as preocupações do mercado sobre a liquidez financeira.
  • O BTG tem recomendação “neutra” tanto para as ADRs da Gol, com preço-alvo a US$ 2,12 e também para as ações negociadas na B3, com preço-alvo a R$ 10,00.
  • “Os dados da Gol no 2T23 na comparação anual foram interessantes porque, no ano passado, a gente tinha aqueles preços de combustível muito altos no segundo trimestre, no estopim da guerra da Ucrânia, e a empresa subiu o preço das tarifas nesse período. É claro que, para a frente, a gente está com uma atenção extra sobre o que está acontecendo na Ucrânia, já que algum tipo de abalo ou piora na guerra poderia ‘dar um susto’ nos preços de petróleo”, disse Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos. 
  • Segundo ele, a taxa de ocupação doméstica da companhia, por exemplo, que ficou em 77,3% no período, pode ser melhorada. “Ainda é um período de recuperação da demanda – principalmente em voos corporativos e internacionais – com vários trechos que ainda não retomaram. Quando tivemos os ataques de 2001, demorou três anos para que o setor de turismo retornasse ao pré-evento. Acho que a gente deve ter algo parecido, então ano que vem deve estar bem normalizado”, completou.

Petrobras (PETR4): ações desabam após relatório de produção e pressionam o Ibovespa

  • As ações ordinárias (PETR3) e preferenciais (PETR4) da Petrobras despencam nesta quinta-feira (27) no Ibovespa, pressionando o índice, com o mercado repercutindo os dados do último relatório de produção da estatal, em que reportou uma queda anual na produção total no segundo trimestre.
  • No fechamento, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) recuaram 5,63%, a R$ 33,52, enquanto as ações preferenciais (PETR4) caíam 5,19%, cotadas a R$ 29,39.
  • No segundo trimestre, a Petrobras registrou uma produção total, em média, de 2,64 milhões de barris de óleo equivalente por dia equivalente (boe, petróleo e gás natural), uma queda de 0,5% na comparação com o mesmo trimestre de 2022. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, houve queda de 1,4%.
  • As informação estão no relatório de produção da Petrobras, divulgado na noite desta quarta-feira (26).
  • Essa queda de produção, informou a Petrobras, teve a ver com “maior volume de perdas por paradas e manutenções; declínio natural de campos maduros e desinvestimentos”.
  • Também motivou e acentuou a queda da Petrobras outra notícia. Segundo apurou a Coluna do Estadão, gente de peso e influente junto ao governo dá conta de que haverá mudanças “o quanto antes” na diretoria da Petrobras e que a gestão de Jean Paul Prates estaria desagradando Lula e o PT. Fontes ouvidas pelo Broadcast já falam na saída de Prates do comando da estatal – um ruído que contribui para ampliar incerteza sobre a estatal no momento em que a política de dividendos segue no foco de atenção do mercado.

Na contramão do Ibovespa, Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) fecham em alta nesta quinta. Por quê?

  • As ações de Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) figuraram no campo positivo do Ibovespa desta quinta-feira (27), com o varejo sendo favorecido pelo desempenho de alguns indicadores importantes, como o dólar, após decisões de bancos centrais. O Ibovespa fechou em queda de 2,1%, aos 119.989 pontos, pressionado pelo tombo da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE3).
  • No fechamento, os papéis da Via avançaram 0,47%, cotados a R$ 2,13, enquanto os ativos do Magazine Luiza também subiram 2,59%, a R$ 3,17.
  • “Apesar do Ibovespa ter caído, o DI Futuro nos vértices curtos também ficaram em baixa, além do dólar. Juros e moeda impactam diretamente o setor de varejo, favorecendo as empresas e impulsionando os papéis para cima hoje”, disse Lucas Almeida, especialista em mercado de capitais e sócio da AVG Capital.
  • dólar abriu em baixa no mercado à vista nesta quinta-feira (27), replicando o sinal predominante no exterior após a elevação de juros de 25 pontos-base nos Estados Unidos ontem, como o esperado, mas ganhou força ao longo do dia.
  • No mesmo horário, o dólar subia 0,02%, cotado a R$ 4.744,00. Fechou com alta de 0,65%, a R$ 4,7587.
  • Os investidores também observaram a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que confirmou as expectativas do mercado e elevou juros em 25 pontos-base, dando suporte ao euro e à libra e ajudando a ampliar ganhos nas Bolsas europeias, principalmente a de Paris e Frankfurt.
  • Também nesta quinta-feira, segundo estimativa inicial divulgada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresceu ao ritmo anualizado de 2,4% no segundo trimestre de 2023. O resultado ficou acima da mediana de expectativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de alta de 1,8%.

Da Vale à Via, essas foram as empresas que se destacaram hoje. Para ler todas as matérias clique aqui.

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