Reforma tributária do consumo e da renda não têm objetivo de fazer ajuste fiscal, diz Haddad

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Política

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 26, que a reforma tributária de consumo e renda nunca tiveram objetivo de fazer ajuste fiscal e que o governo encaminhará junto com o Orçamento de 2024, em 31 de agosto, uma série de medidas saneadoras das contas públicas.

Reforma tributária do consumo e da renda não têm objetivo de fazer ajuste fiscal, diz Haddad Os juros sobre capital próprio (JCP) podem acabar no ano que vem, confirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad nesta segunda-feira (24) - Foto: Flickr/ Ministério da Fazenda/ Diogo Zacarias

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Haddad, ainda no tema da reforma tributária, também voltou a defender a recomposição da base fiscal, que foi degradada por “jabutis e penduricalhos”, o que exige revisão de “incentivos espúrios”.

“Desde o início deixei claro que a reforma tributária, tanto sobre consumo quanto renda, não tinham objetivo de promover ajuste fiscal. Precisamos de reforma neutra do ponto de vista da arrecadação para avançar no Congresso”, afirmou, em entrevista ao Metrópoles.

“Também deixei claro que iria recompor a base fiscal, que vem sendo degradada ao longo dos anos por uma série de jabutis, penduricalhos, aprovados ao longo dos anos”, concluiu.

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Governo deve enviar novo pacote de medidas, diz Haddad

Segundo Haddad, para alcançar o equilíbrio nas contas e cumprir o resultado primário neutro em 2024, o governo vai enviar um pacote de medidas saneadoras junto com o Orçamento.

“Falei de fundos fechados, offshores, juros sobre capital próprio, subvenção de custeio, Carf, que são medidas saneadoras do orçamento. A peça orçamentária vai acompanhada desse conjunto complementar de medidas, algumas que só disciplinam decisões das cortes superiores, e levam ao Congresso um orçamento equilibrado”, disse.

Segundo o ministro, o Orçamento considerará essas medidas, mas cabe ao Congresso referendá-las. “Se amanhã o Congresso não aprovar uma dessas medidas, o relator do orçamento terá de ajustá-lo”, disse.

Haddad ainda lembrou que o arcabouço obriga a enviar peça orçamentária de acordo com meta de déficit zero em 2024.

Com Estadão Conteúdo

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