Robert Kiyosaki aponta moeda que destruirá o dólar, e não é o Bitcoin

9 months ago 74

Robert Kiyosaki, autor do livro ‘Pai Rico, Pai Pobre’, é um famoso crítico da política monetária dos EUA e grande defensor de ativos escassos como o Bitcoin. No entanto, o escritor está apostando que será outra moeda que derrubará o dólar.

Em tuíte publicado nesta quarta-feira (26), Kiyosaki revelou seu entusiasmo sobre a BRIC, uma moeda que será criada pelos membros do BRICs, permitindo que eles façam transações entre si sem depender da moeda americana.

Formada por cinco letras, a sigla BRICS representa os cinco países que compõe a organização: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Somados, os países possuem cerca de 3,27 bilhões de habitantes e, além disso, novos países estão tentando juntar-se à aliança.

Por que Robert Kiyosaki está confiante na moeda do BRICS?

Embora a moeda do BRICS ainda não tenha sido lançada, rumores apontam que ela pode vir a ser lastreada em ouro. Em suma, isso facilitaria a retenção de poder de compra e evitaria abuso por uma das partes envolvidas.

Conforme Robert Kiyosaki é um grande investidor e defensor de ativos escassos, esse detalhe foi suficiente para convencê-lo de que a moeda do BRICS será a responsável pela queda do dólar.

“Aproximadamente 41 nações, possivelmente até a França, se encontram na África do Sul para “desdolarizar” o mundo”, escreveu o autor do livro Pai Rico, Pai Pobre, destacando que a reunião acontecerá no dia 22 de agosto.

“Proposta: as nações do BRICS lançarão o “bric”, seu dinheiro. 1 bric = 1 onça de ouro = US$ 3.000. Adeus EUA.”

GANG WARFARE: August 22, 2023 approximately 41 nations, possibly even France gang up in South Africa to “de Dollarize” the world. Proposal: BRICS nations will launch “bric” their money. 1 bric = 1 oz of gold=$3,000. Bye bye USA.

— Robert Kiyosaki (@theRealKiyosaki) July 26, 2023

Meses atrás, o autor do livro Pai Rico, Pai Pobre já havia comentado sobre a insatisfação global sobre a hegemonia moeda americana. Chamando os EUA de “valentão”, previu que outros países migrariam para outra moeda em suas transações.

Indo além, o autor também chamou o dólar de “papel higiênico”, apontando que os EUA estão importando mercadorias, como alimentos e metais, em troca de algo que não possui valor.

“Todas as pessoas têm dado produtos baratos ou maravilhosos para a América em troca de papel higiênico, isso está chegando ao fim.”

Qual o propósito da moeda do BRICS?

Pouco se sabe sobre os planos do BRICS em relação à criação de uma nova moeda comum. No entanto, os maiores rumores apontam que ela seria lastreada em ouro, o que poderia evitar centralização de poder e abusos.

A Rússia, sofrendo fortes sanções do ocidente desde o início da guerra contra a Ucrânia, é o país que mais está falando sobre o assunto. Como exemplo, no início deste mês uma embaixada russa compartilhou uma matéria da Foreign Policy sobre o assunto em suas redes sociais.

“Os países do BRICS estão planejando introduzir uma nova moeda comercial, que será lastreada em ouro. Mais e mais países expressaram recentemente o desejo de se juntar ao BRICS.”

The BRICS countries are planning to introduce a new trading currency, which will be backed by gold.
More and more counties recently express desire to join BRICS.https://t.co/lMKTd4FlnT

— Russian Embassy in Kenya/Посольство России в Кении (@russembkenya) July 3, 2023

No entanto, o descontentamento em relação ao petrodólar parece generalizado. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, falou sobre o assunto em abril deste ano, mostrando desejo em negociar com seus aliados sem interferência dos EUA.

“Toda noite eu me pergunto por que todos os países têm que basear seu comércio no dólar”, disse Lula. “Por que um banco como o dos Brics não pode ter uma moeda para financiar as relações comerciais entre o Brasil e a China, entre o Brasil e outros países?”

Por fim, caso lastreada em ouro, a moeda do BRICS pode atrair a atenção de mais países. Caso contrário, será difícil imaginar que potenciais participantes migrem para uma moeda alternativa que não parece oferecer nenhuma vantagem sobre as atuais.

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