Santander (SANB11) e Sodexo se juntam para criar joint venture

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Negócios

O Santander Brasil (SANB11) informou que celebrou com a Sodexo Pass International (SPI) e Sodexo Pass do Brasil, documentos vinculantes para a formação de uma joint venture.

Santander (SANB11) e Sodexo se juntam para criar joint venture Santander (SANB11) - Foto: Divulgação

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O objetivo, segundo fato relevante divulgado pelo banco na noite de segunda-feira (24), é de explorar o negócio de marketing e venda de produtos de pagamento de incentivos e benefícios exclusivamente do Grupo Sodexo, no Brasil, através do canal de distribuição do Santander.

No texto, o Santander destaca que a joint venture será efetivada por meio da contribuição da Ben, sua companhia controlada que atua no segmento de benefícios, e de uma exclusividade por 25 de direitos de uso do canal de distribuição do Santander pela Sodexo Pass do Brasil, atualmente detida integralmente pelo Grupo Sodexo.

Como resultado, a Sodexo Brasil será o veículo da joint venture, na qual o Santander e o Grupo Sodexo deterão inicialmente participações de 20% e 80%, respectivamente. “O Santander acredita no crescimento do mercado de benefícios no Brasil, e espera que a operação alavanque os produtos já existentes do Santander e do Grupo Sodexo”, pontuou.

A Ben foi criada em 2019 para complementar a oferta do banco à sua base de clientes pessoa jurídica, e conta hoje com mais de 400 mil estabelecimentos credenciados. “Esta iniciativa está alinhada à visão estratégica de ambos Santander e Grupo Sodexo”, acrescentou a instituição financeira.

Alerta para investidores do Santander: analistas recomendam venda de ações com provável “2T23 fraco”

Os analistas da Genial Investimentos avaliam que os resultados do Santander referentes ao segundo trimestre de 2023 serão fracos. Com uma projeção de lucro líquido de R$ 2,19 bilhões, queda de 46,4% na base anual, os especialistas recomendam a venda dos papéis.

“O 2T23 do Santander deve continuar pressionado nas linhas de provisão para crédito com a inadimplência ainda em alta, tesouraria com resultados negativos por causa da Selic elevada e a margem com clientes sob pressão por conta de um mix mais cauteloso, por isso esperamos mais um ano de lucros decrescentes”, diz a Genial em relatório.

Segundo a casa, o Santander deve ter uma retorno sobre patrimônio (ROE) de apenas 10,4% e um lucro líquido de R$ 2,19 bilhões, aumento de 2,3% em relação ao trimestre anterior, mas com forte queda de 46,4% ante o mesmo trimestre de 2022.

“Para este trimestre, esperamos dois eventos que nossos números não incorporam: entrada do valor da venda de parte da WebMotors no montante bruto de R$ 1,24 bi e a possível provisão para fins fiscais que foram revertidos no trimestre passado no montante de R$ 4,2 bi”, destacam os analistas.

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Santander: resultados melhores somente no segundo semestre, alerta Genial

De acordo com a Genial, a carteira de crédito do Santander deve manter uma abordagem seletiva e crescimento mais lento, visando reduzir os níveis de inadimplência, que deve continuar alta.

“Com isso, o spread deve ficar estável com a introdução de produtos menos arrojados como o crédito consignado, além da margem com mercado permanecer em níveis negativos e sem melhora significativa em relação ao 1T23. Esperamos que os resultados do banco comecem a vir melhores a partir do segundo semestre do ano”, diz a Genial.

A casa revisou a sua projeção de lucro em 2023 para o banco de R$ 11,65 bilhões para R$ 11,18 bilhões (decréscimo de 4%), visto que a carteira de crédito deve crescer menos que as projeções anteriores, pressionando a margem financeira. “Acreditamos ainda que as provisões devem melhorar em um ritmo mais lento com dados de inadimplência ainda elevados.”

Dessa forma, a Genial mantém uma visão negativa para o Santander Brasil e reitera recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 27,0. “Entendemos que os múltiplos de 10x (Preço/Lucro) projetado para 2023 e 1,28x (Preço/Valor Patrimonial) esperado para 2023 estão atrativos historicamente, mas não vemos ainda gatilhos para valorização das ações no curto prazo e encontramos alternativas no setor com valuation mais interessantes.”

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