Sem acenos a Lula ou Bolsonaro, Castro é reempossado e exalta números da economia no RJ

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Reeleito em primeiro turno com quase 60% dos votos – e contrariando as pesquisas que indicavam segundo turno contra Marcelo Freixo (PSB) – Cláudio Castro (PL), foi reempossado como governador do Rio de Janeiro na manhã deste domingo (1º) em cerimônia realizada no Palácio Tiradentes, antiga sede do Legislativo Fluminense.

Em seu discurso, Castro pediu um minuto de silêncio em homenagem à memória de Pelé, e também às vítimas da Covid em todo o Estado do Rio, desde o início da pandemia.

Segundo o governador, que em 2020 assumiu o Palácio Guanabara após o afastamento de Wilson Witzel, “o Rio de Janeiro de hoje é bem melhor do que o de dois anos atrás”. Reeleito com amplo apoio de Jair Bolsonaro (PL) e massificação da campanha eleitoral principalmente nos municípios do interior do Estado, Castro optou, em seu discurso, por não fazer acenos ao antigo mandatário do país, e tampouco citou Luiz Inácio Lula da Silva, que toma posse nesta tarde em Brasília.

“Em agosto de 2020, assumi o governo com o regime de recuperação fiscal para vencer e sem R$ 6,2 bilhões para fechar o ano. O déficit das contas públicas chegaria a incríveis R$ 23 bilhões”, disse, acrescentando que em 2021 o Produto Interno Bruto do Estado cresceu 4% e a execução orçamentária não apresentou déficit no período.

“O impacto econômico da pandemia sobre a geração de empregos foi totalmente revertido já no ano passado. O Estado tem hoje a menor taxa de emprego desde 2016. Foram mais de 400 mil vagas criadas”, disse Castro

Segundo pesquisa divulgada em agosto pelo IBGE, a taxa de desemprego no Estado do Rio no segundo trimestre de 2022 era de 12,6% e pouco mais de 36% da população trabalhava sem registro formal.

Castro anunciou a prorrogação, até o fim de 2023, do Supera RJ, o programa de distribuição de renda para famílias que vivem em situação de pobreza ou extrema pobreza e foram impactadas pela pandemia.

O governador reeleito também destacou a concessão da Cedae, companhia de fornecimento de água, realizada em 2021, após a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro chegar a suspender o leilão por meio da aprovação de um decreto legislativo. “Foram R$ 25 bilhões em outorgas e a companhia encerra o ano com o lucro de R$ 394 milhões. A concessão de mostrou uma decisão ousada e acertada, mesmo contestada por aqueles que insistem em negar os benefícios da medida”.

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