Zamp (ZAMP3) salta mais de 10%, Renner (LREN3) e OdontoPrev (ODPV3) sobem forte e Hapvida (HAPV3) cai com recomendações

1 year ago 152

A revisão de bancos para diversas ações movimenta o mercado acionário nesta sexta-feira (6).

O grande destaque fica para a Zamp ([ativo=ZAMP3]), ex-BK Brasil, que teve a cobertura reiniciada pelo JPMorgan com recomendação equivalente à compra e preço-alvo de R$ 10. Os analistas do banco destacaram que houve, nos últimos meses, “mais do que o nome e o código mudando para Zamp (ex-BK Brasil), à medida que a melhoria sequencial nas tendências continua”. Com isso, às 13h10 (horário de Brasília), os ativos saltavam 13,49%, a R$ 5,30.

Dentro do Ibovespa, a Hapvida (HAPV3) chegou a cair 4,82% na mínima do dia, amenizou as perdas, mas ainda tinha queda de 2,10%, a R$ 4,67, no início da tarde. As suas ações também foram alvo de mudança de recomendação do JP, que cortou os ativos de equivalente à compra para neutro. Por outro lado, o banco elevou recomendação para OdontoPrev (ODPV3), impulsionando a alta de 5,40%, a R$ 9,17, das ações no mesmo horário.

A Lojas Renner (LREN3) também tem ganhos, de 3,21%, a R$ 19,30, com a recomendação elevada pelo Morgan Stanley para equivalente à neutra, em uma revisão geral do setor varejista. O Citi, por sua vez, reiterou compra para os ativos, ainda que tenha cortado o preço-alvo para os papéis. Cabe ressaltar que o Morgan também revisou para baixo o preço-alvo de diversas ações de varejo, além de cortar a recomendação para C&A (CEAB3). Contudo, os ativos CEAB3 oscilam perto da estabilidade na sessão.

Confira mais detalhes das recomendações abaixo:

Zamp ([ativo=ZAMP3]) é oportunidade para o JPMorgan

O JPMorgan voltou a ter recomendação para a Zamp, antiga Burger King Brasil, com visão positiva para os papéis. A recomendação é overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para a ação, pois acredita que as melhorias contínuas de resultados operacionais não estão sendo precificadas pelo mercado e a queda das cotações oferece um ponto de entrada atraente.

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O banco traçou um preço-alvo para dezembro de 2023 de R$ 10,0 por ação da rede de restaurantes, o que corresponde a um potencial de valorização de 114% em relação ao fechamento da véspera.

“Nos últimos meses, nós vimos mais do que o nome e o código mudando para Zamp (ex-BK Brasil), à medida que a melhoria sequencial nas tendências continua”, afirmaram os analistas.

Segundo analistas, a Zamp vem apresentando forte crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) para ambos os formatos (+10% ao ano para BK e +18% para Popeye’s em 2023) à medida que a mobilidade continua a normalizar, principalmente em shoppings (onde as tendências ficaram atrás de seus pares).

O time de research também destaca a melhora da margem bruta, prevista para atingir 64,1% no longo prazo, bem como a geração de lucro antes de juros sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de volta aos trilhos e ajudando a reduzir os níveis de alavancagem.

Por fim, o JP ressalta que ações estão 44% abaixo dos níveis médios históricos de 5 anos, “o que não está refletindo a melhoria sequencial dos resultados e das expectativas à frente”.

Setor de saúde é revisado pelo JPMorgan

JP rebaixa Hapvida (HAPV3)

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O JP também cortou a recomendação das ações da Hapvida de overweight para neutro, com preço-alvo passando de R$ 9,50 para R$ 5,50, devido ao ambiente macro desafiador.

Segundo o banco, o mercado de trabalho provavelmente mais fraco até meados do ano deve afetar o crescimento da base de membros dos planos odontológicos. Enquanto isso, o ambiente desafiador para reconstrução dos níveis históricos de sinistralidade (MLR) deve permitir a normalização da lucratividade apenas no segundo semestre de 2024 mesmo com as sinergias esperadas da aquisição da NotreDame Intermédica.

“Embora ainda vejamos a empresa como um ganhador estrutural de market share (participação de mercado) dentro planos de saúde privados, principalmente se tivermos uma perspectiva positiva para o mercado de trabalho, acreditamos que os próximos 24-30 meses devem ser mais desafiadores do que o mercado espera”, avaliam analistas.

Rede D’Or (RDOR3) é reiterada top pick

A Rede D’Or continua sendo a principal escolha do JP Morgan no setor de saúde, com classificação overweight reiterada e preço-alvo de R$ 37, o que representa potencial de valorização de 33,8% frente a cotação de fechamento de quinta.

De um lado, analistas do JP Morgan apontam que a Rede D’Or possui o domínio dos principais mercados privados de saúde (Rio de Janeiro e São Paulo) que fornece poder de negociação acima da média com planos de saúde.

Por outro lado, a aquisição da SulAmérica traz questões ao plano de expansão, que é um ponto de preocupação dos investidores, devido ao seu tamanho e foco nos mercados existentes, além do alto capex necessário nos próximos 3 a 5 anos para entregá-lo.

Ainda assim, o banco tem uma postura construtiva sobre o plano de expansão. Dessa forma, analistas esperam que a empresa crescerá seu principal negócio hospitalar em uma taxa de crescimento média anual (CAGR, na sigla em inglês) de 20% em 5 anos, apoiando maior alavancagem operacional e ritmo de crescimento do Ebitda em 22% no período com dependência limitada de catalisadores macro.

Odontoprev (ODPV3) é elevada

O JP elevou a recomendação da Odontoprev (ODPV3) de underweight para neutro, com preço-alvo indo de R$ 9,50 para R$ 10,50, tendo em vista a expectativa de um dividend yield (dividendo sobre o valor da ação) de 10% em 2023 e um leve crescimento do lucro real, colocando a empresa como um interessante player de valor/dividendos, particularmente no contexto de que a empresa é caixa líquido e deve se “beneficiar” das taxas de juros mais elevadas.

Além disso, conforme analistas, há possíveis revisões para cima nas estimativas do lucro por ação, com o perfil de índice de sinistralidade mais baixo nos planos de pequenas e médias empresas (PME), do aumento da penetração de clientes do canal bancassurance (banco oferece aos seus clientes os produtos de uma seguradora), enquanto a frequência de utilização do plano de empresas e pessoas físicas já foi normalizada.

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Morgan revisa varejistas

Mercado Livre segue top pick

Com uma ampla expansão do volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) em relação aos seus pares, o Morgan Stanley manteve a preferência por Mercado Livre (MELI34), destacando como a líder do mercado latino-americano — com 31% de participação em toda a região, equivalente a aproximadamente às próximas oito maiores operadoras combinadas. O banco vê essa posição de liderança ajudando a desbloquear oportunidades de monetização em publicidade, logística e ofertas de serviços financeiros mais recentes.

Diante disso, mantém recomendação overweight e destaca a empresa como top pick no segmento de comércio eletrônico.

Dentro do varejo alimentar, o Morgan continua construtivo quanto às perspectivas para as redes focadas em descontos, particularmente o segmento de cash & carry (atacarejo) no Brasil, enxergando catalisadores específicos para Assai (ASAI3), otimista nas conversões de lojas Extra, e Carrefour Brasil (CRFB3), com avanços na integração do Grupo BIG.

Além disso, o banco destaca que ambas as ações são negociadas a um P/L atrativo de cerca de 9 vezes o esperado para 2024.

Para Americanas (AMER3), o Morgan Stanley reitera classificação overweight à espera dos planos estratégicos iniciais sob o comando do novo CEO e CFO. Para o Morgan, a companhia combina uma nova liderança com uma estrutura corporativa/operacional simplificada e vê uma distorção de risco-recompensa altamente positiva na ações da varejista.

CEA (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3) têm recomendações alteradas

Dentro do vestuário brasileiro, o Morgan Stanley continua cauteloso quanto aos custos de crescimento relacionados à mudança digital, e vê ameaças competitivas (incluindo Shein) persistindo.

Contudo, o banco elevou a recomendação de Renner (LREN3) de underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para equalweight (equivalente à neutro), levando em conta o valuation considerado baixo e a margem relativa ante pares. Por outro lado,  rebaixou a C&A (CEAB3) de equalweight para underweight, pois espera que a diferença de margem em relação à Renner permaneça ampla em 2023.

Confira abaixo as revisões para varejistas do Morgan Stanley (UW corresponde a underweight, EW a equalweight e OW a overweight):

Fonte: Morgan Stanley

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Citi corta preço-alvo de Renner, mas mantém compra

Ainda sobre Renner, analistas do Citi revisaram projeções para a varejistas e cortaram o preço-alvo das ações de R$ 35 para R$ 30, mas mantiveram recomendação de compra. O potencial de valorização ainda é de 60% frente o fechamento da véspera.

Para a equipe de analistas, os papéis já precificam um cenário mais conservador, com expectativa menos otimista para vendas de curto prazo e ceticismo de investidores sobre o braço financeiro Realize, que enfrenta inadimplência crescente desde 2022.

“Apesar dos ventos contrários, acreditamos que a Renner tem as ferramentas certas para enfrentar esses tempos mais desafiadores em 2023”, afirmaram, destacando o caixa líquido de cerca de R$ 1 bilhão, que deve preservar os planos de expansão, mesmo que o cenário macro se deteriore ainda mais.

Os analistas cortaram a previsão para o lucro líquido neste ano para R$ 1,489 bilhão, de estimativa anterior de R$ 1,753 bilhão, enquanto a projeção para a receita líquida passou de R$ 15,403 bilhões para R$ 14,792 bilhões. A expectativa de margem bruta foi reduzida de 60,2% para 59,3%.

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